A origem da novidade
Luís Raposo PenaSupervisão de Américo Pereira
Dissertação de Mestrado
Universidade Católica Portuguesa
Lisboa, 2012, 68 pp. (22 239 palavras)
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Como acontece o novo? Não o novo da combinatória de elementos pré-existentes ou da inovação técnica, mas o absoluto da novidade, o “aqui e agora”, sem nome e sem forma, que se manifesta na apresentação de mundo. Este é o propósito desta dissertação: tentar pensar o novo. A aproximação que efectuamos parte da valorização do texto de juventude de Walter Benjamin, datado de 1917, “Sobre a Pintura ou Sinal e Mancha”. Com base nos conceitos radicais aí apresentados de mancha e sinal, que consideraremos como marcas do “aparecimento”, defenderemos que o novo é manifestado através de uma mancha; caberá ao pintor a sua justa nomeação segundo o processo de composição. Depois, veremos qual a relação da mancha com a linguagem: mancha que ao ser nomeada se inscreve num sistema de sinais; mancha que origina obra criada, sobre a qual um conjunto sucessivo de traduções irá dando conta do eco desse absoluto que aconteceu. Finalmente, abordaremos o impacto da obra na esfera social: como é que o autor que toma consciência da sua faceta de produtor poderá ter um papel na mudança da organização política.
Luís Pena é licenciado em informática, profissional de telecomunicações.