A Arte de Argumentar, de Anthony Weston
Tradução de Desidério Murcho
Revisão Científica de João Branquinho
Gradiva, Fevereiro 1996, 145 pp. Comprar ·
Apresentação ·
Excerto ·
Apêndice
Este pequeno livro ensina a escrever e a avaliar textos
argumentativos que se distinguem dos textos meramente
expositivos. Os argumentos são um elemento imprescindível na
descoberta da verdade. Qual é a verdade acerca da eutanásia? Deve
ser tolerada, ou não? Quer se defenda uma coisa ou outra, é
preciso mostrar que temos razão. E isso faz-se através de
argumentos. Em matéria de argumentos não vale tudo o mesmo, e não
valem sobretudo os maus argumentos — ainda que convençam o
auditório por serem sofisticamente apresentados como bons. Por
mais que quem nos dá o troco do jornal da manhã tenha muita
habilidade para nos enganar, há um padrão aritmético objectivo
que nos mostra se o troco que recebemos é ou não justo. O mesmo
acontece com os argumentos.
Mas o que são afinal os argumentos? Os argumentos são formas
de organizar informações, a que se chama as premissas, com vista
a um determinado fim, a que se chama a conclusão. Há vários tipos
de argumentos: dedutivos, por analogia, de autoridade, através de
exemplos e causais. Para todos eles existem regras que distinguem
os bons dos maus argumentos. Este livro apresenta essas regras de
forma rigorosa mas simples, sempre ilustrando com exemplos
claros.
Índice
Prefácio
Introdução
I — A redacção de um argumento curto: algumas regras
gerais
(1) A distinção entre premissas e conclusão
(2) Apresente as suas ideias numa ordem natural
(3) Parta de premissas seguras
(4) Use uma linguagem precisa, específica e concreta
(5) Evite a linguagem tendenciosa
(6) Use termos consistentes
(7) Limite se a um sentido para cada termo
II — Argumentos com exemplos
(8) Use mais do que um exemplo
(9) São os exemplos representativos?
(10) A informação de fundo é fundamental
(11) Existem contra exemplos?
III — Argumentos por analogia
(12) A analogia requer um exemplo que seja semelhante num
aspecto relevante
IV — Argumentos de autoridade
(13) As fontes devem ser citadas
(14) São as fontes informadas?
(15) São as fontes imparciais?
(16) Compare as fontes
(17) Ataques pessoais não desqualificam uma fonte
V — Argumentos acerca de causas
(18) O argumento explica como a causa conduz ao efeito?
(19) A conclusão propõe a causa mais razoável?
(20) Os acontecimentos simultâneos não estão necessariamente
relacionados
(21) Acontecimentos correlacionados podem ter uma causa comum
(22) Qualquer um de dois acontecimentos correlacionados pode
causar o outro
(23) As causas podem ser complexas
VI — Argumentos dedutivos
(24) Modus ponens (25) Modus tollens (26) Silogismo hipotético
(27) Silogismo disjuntivo
(28) Dilema
(29) Reductio ad absurdum (30) Argumentos dedutivos em vários passos
VII — A redacção de um ensaio argumentativo: A) A
exploração do tema
(A1) Explore os argumentos de todos as posições
(A2) Interrogue e defenda cada premissa do argumento
(A3) Reveja e repense os argumentos à medida que emergem
VIII — A redacção de um ensaio argumentativo: B) Os pontos
principais do ensaio
(B1) Explique a questão
(B2) Faça uma afirmação ou uma proposta definida
(B3) Desenvolva completamente os seus argumentos
(B4) Considere ojeccções possíveis
(B5) Considere alternativas
IX — A redacção de um ensaio argumentativo: C) Escrever o ensaio
(C1) Siga o seu esboço
(C2) A introdução deve ser breve
(C3) Apresente os seus argumentos um por um
(C4) Clarifique, clarifique, clarifique
(C5) Sustente objecções com argumentos
(C6) Não afirme mais do que mostrou
X — Falácias
Apêndice: a definição
Estudo complementar
Apêndice à edição portuguesa
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