Dicionário de Filosofia, de Simon Blackburn Dicionário de Filosofia, de Simon Blackburn
Maio de 1997 ⋅ Filosofia Aberta

Todas as filosofias

Dicionário de Filosofia, de Simon Blackburn
Coordenação da edição portuguesa de Desidério Murcho
Tradução de Desidério Murcho, Pedro Galvão, Ana Cristina Domingues, Pedro Santos, Clara Joana Martins, António Horta Branco
Revisão Científica de António Franco Alexandre, João Branquinho, Fernando Ferreira, Ana Isabel Simões, M. S. Lourenço, José Trindade, Santos, Maria Leonor Xavier
Gradiva, Maio 1997, 487 pp.
Consultoria da edição brasileira de Danilo Marcondes
Jorge Zahar Editor, Setembro 1997, 437 pp.
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Esta é a obra de referência rápida mais abrangente e precisa da actualidade. Tem 2 648 entradas e mais de 275 mil palavras, incluindo todas as filosofias (indianas, chinesas, islâmicas e judaicas); presta ainda uma atenção especial à filosofia feminista e aos temas menos técnicos da filosofia (como o sexo, a apatia, o riso, as cócegas e o sentido da vida), e consegue abranger desde os mais antigos temas dos Vedas (redigidos há cerca de três mil anos) até à mais recente terminologia técnica que anima a filosofia contemporânea.

O leitor encontra também vários tópicos dos mais diversos domínios científicos relevantes para o estudo da filosofia. Encontramos assim um vasto conjunto de entradas sobre temas da matemática, linguística, física, biologia e inteligência artificial, para além do Direito, teoria da decisão, economia e sociologia, sem esquecer a teologia e a arte.

A tudo isto juntam-se mais de 500 entradas biográficas sobre os mais variados filósofos e estudiosos que de alguma forma são filosoficamente importantes, desde os pré socráticos menos referidos até filósofos contemporâneos como Frege, Russell, Carnap, Wittgenstein, Quine, Goodman, Rawls, Kripke, etc., sem esquecer figuras mais conhecidas, como Derrida, Foucault, Rorty, Heidegger, Simone de Beauvoir, etc.

Informativo para o estudante, o Dicionário de Filosofia é também valioso para o especialista, pois procura sempre indicar os tópicos correntemente discutidos e os pontos fracos das diferentes teorias e argumentos filosóficos. A filosofia surge assim como uma actividade que está em curso, e não como uma tarefa da qual só resta fazer a sua história. O humor inteligente com que alguns artigos foram redigidos faz este Dicionário de Filosofia ser simultaneamente instrutivo e rigoroso, mas também uma leitura amena para quem gosta de folhear e ler ao acaso. Um sistema simples mas eficaz de referências cruzadas faz com que seja difícil deixar a leitura, uma vez que somos conduzidos de conceito em conceito, numa excitante aventura de descoberta e enriquecimento cultural.

Com o objectivo último de assegurar a qualidade científica da edição portuguesa, reuni 5 tradutores especializados, com os quais me reuni semanalmente ao longo de mais de 6 meses. As traduções foram ainda revistas pelos mais reputados especialistas portugueses nas diversas áreas cobertas pelo dicionário.

Procurei fazer desta edição em português um auxiliar para os leitores de língua portuguesa, em particular os estudantes. Como a generalidade da bibliografia filosófica existente é em língua inglesa, e não portuguesa, este dicionário seria de pouco valor sem um glossário inglês-português, que por isso compilei e incluí, com a autorização do autor. O estudante que se depara com a expressão "principle of acquaintance", sem saber em particular como traduzir "acquaintance", teria dificuldade em usar o dicionário sem o glossário.

O dicionário foi publicado simultaneamente em Portugal e no Brasil e a sua tradução distinguida com uma menção honrosa da União Latina.

Simon Blackburn

Sobre o autor

Simon Blackburn é Professor de Filosofia na Universidade de Cambridge e um dos mais reputados filósofos contemporâneos. Foi director da Mind, a mais prestigiada revista internacional de filosofia, de 1984 a 1990, e Fellow e Tutor do Pembroke College de Oxford. É autor de Spreading the Word (1984), Essays in Quasi-Realism (1993) e Ruling Passions: A Theory of Practical Reasoning (1998), além do Dicionário de Filosofia (1994), publicado na Filosofia Aberta, e mais recentemente de Pense (1999), publicado na mesma colecção, e Being Good (2001), uma brilhante introdução à ética. As teorias defendidas por Simon Blackburn são tema corrente de discussão na bibliografia especializada, sobretudo a sua teoria da razão prática e as suas posições quase-realistas em ética, epistemologia e metafísica. Apesar da sua estatura como filósofo — ou talvez por isso mesmo — interessa-se fortemente pela divulgação da filosofia a um público mais vasto: nas suas próprias palavras "A filosofia deve descer à rua" (entrevista ao Público).

Índice

Lista de abreviaturas
Nota sobre a edição portuguesa
Prefácio
Dicionário de A a Z
Apêndice: Símbolos Lógicos
Cronologia
Glossário inglês-português

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