Já lhe foderam o juízo?
Tradução de Vítor Guerreiro
Revisão científica de Desidério Murcho
Lisboa: Bizâncio, Fevereiro de 2009, 96 pp.
Prefácio ⋅ Nota do tradutor
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Uma coisa é estar rodeado de tretas. Outra completamente diferente é que nos fodam o juízo. A primeira é irritante, mas a segunda é violenta e invasiva (excepto quando consentida). Se alguém lhe manipular os pensamentos e as emoções, lixando-lhe a cabeça, é natural que fique ressentido: o indivíduo em questão distorceu as suas percepções, perturbou os seus sentimentos, talvez até lhe tenha usurpado o eu. A psicofoda é um aspecto predominante da cultura contemporânea e o agente que a pratica tanto pode ser um indivíduo como todo um estado, dos jogos de manipulação pessoais até à propaganda em grande escala. Em Não me F**** o Juízo, Colin McGinn investiga e clarifica este fenómeno. Da antiga Grécia a Shakespeare e às técnicas modernas de controlo de pensamento, McGinn reúne os componentes conceptuais deste conceito extremamente complexo — confiança, logro, emoção, manipulação, crença falsa, vulnerabilidade — e explora a sua natureza. McGinn elucida as implicações sexuais da metáfora de foder o juízo, sublinhando quer os seus aspectos positivos quer os negativos e expõe a sua essência de sublevação e desorientação psicológicas. O resultado é em geral a delusão e por vezes a demência. Até que ponto lhe foderam o juízo a si? Não será fácil responder a partir do seu ponto de vista, mas estar ciente do fenómeno dá-lhe pelo menos alguma protecção.
Sobre o autor
Colin McGuinn frequentou a Universidade de Oxford, onde foi também professor. É um dos mais importantes filósofos da actualidade, tendo escrito inúmeros artigos sobre a filosofia e os filósofos em publicações como a New York Review of Books, London Review of Books, New York Times Book Review, etc. Já escreveu diversos livros de filosofia e publicou um romance. É professor de Filosofia na Universidade de Miami.
Índice
Prefácio- Esboço Preliminar do Conceito
- Aprofundando a Psicofoda
- Algumas Ilustrações
- Alargando o Conceito
- Conclusão