Introdução à Filosofia da Religião A Ética da Crença

Filosofia da religião

A filosofia da religião é tão antiga quanto a própria filosofia. Contudo, a expressão “filosofia da religião” só começou a ser usada a partir do séc. XIX, sob influência de Hegel. A filosofia da religião não se ocupa da descrição dos aspectos sociológicos, históricos ou psicológicos da religião; não se trata de esclarecer as dinâmicas sociais das religiões, ou a diversidade das religiões ao longo dos tempos, ou os factores psicológicos que levam as pessoas a aderir a uma ou outra religião. Estes aspectos são estudados por essas disciplinas e não pela filosofia, que se ocupa da avaliação crítica das afirmações e práticas religiosas. Assim, a sociologia da religião estuda, entre outras coisas, a contribuição das religiões para a coesão social; a história estuda, por exemplo, o papel da religião nos conflitos internacionais; mas a filosofia ocupa-se, entre outras coisas, da questão de saber se Deus existe, se a fé se opõe à razão ou se a noção de um ser omnipotente é incoerente.

Alguns dos temas centrais da filosofia da religião são os seguintes: A existência de Deus: a discussão dos argumentos a favor e contra a existência de Deus; Os atributos de Deus: a natureza e implicações das propriedades de Deus, como a omnipotência, omnisciência, suma bondade, etc.; O problema do mal: a questão de saber se é possível compatibilizar a existência de Deus com a existência do mal; Epistemologia da fé religiosa: a questão de saber se é aceitável ter fé na ausência de provas da existência de Deus e a questão de saber qual é exactamente a natureza da fé. (Aires Almeida e Desidério Murcho, Pensar com os Filósofos)

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