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    <title>Crítica</title>
    <link>http://criticanarede.com/</link>
    <description>Últimas publicações</description>
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    <copyright>2012 criticanarede.com</copyright>
    <pubDate>Mon, 30 Apr 2012 13:46:09 GMT</pubDate>
    <lastBuildDate>Fri, 18 May 2012 00:20:53 GMT</lastBuildDate>
    <category>Filosofia</category>
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      <title>A Crítica despede-se</title>
      <link>http://criticanarede.com/despedida.html</link>
      <description>Nascido em 1997 como um mero &lt;i&gt;site &lt;/i&gt;pessoal chamado desidério@net (numa altura em que não havia ainda &lt;i&gt;blogs, &lt;/i&gt;que tornaram fácil a qualquer pessoa publicar textos na Internet), o que hoje é a &lt;i&gt;Crítica&lt;/i&gt; chega agora ao fim, quinze anos depois da sua fundação. A &lt;i&gt;Crítica&lt;/i&gt; passou por várias mutações, mas o seu objectivo manteve-se sempre idêntico: a divulgação de textos e livros de filosofia, importantes para professores, estudantes e o grande público.</description>
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      <pubDate>Fri, 18 May 2012 00:19:57 GMT</pubDate>
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      <title>Em defesa do realismo científico</title>
      <link>http://criticanarede.com/realismocientifico.html</link>
      <description>Até agora tenho oferecido argumentos contra o empirismo redutivo, contra várias versões de instrumentalismo, tanto do tipo eliminativo quanto do tipo duheniano (não-eliminativo). Vimos que a chamada “via de Ramsey” não oferece um compromisso estável e satisfatório entre o realismo e o instrumentalismo. Por isso, a única alternativa é adotar uma atitude realista frente às entidades inobserváveis postuladas por nossas melhores teorias. Se o &lt;i&gt;realismo semântico&lt;/i&gt; for adotado, então teremos uma resposta simples à pergunta: como é o mundo de acordo com uma determinada teoria científica? (Ou similarmente, como é o mundo se certa teoria científica for verdadeira?). A resposta não é outra senão a de que o mundo é do modo como a teoria científica — literalmente entendida — descreve como sendo.</description>
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      <pubDate>Thu, 17 May 2012 21:52:44 GMT</pubDate>
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      <title>Sobre a regressão infinita de Russell contra o nominalismo de semelhança</title>
      <link>http://criticanarede.com/semelhanca.html</link>
      <description>Meu objetivo neste ensaio é criticar duas respostas ao argumento de Russel contra o nominalismo de semelhança e indicar quais são os requisitos que uma resposta satisfatória deve conter. Para isso procedo da seguinte forma: apresento o argumento de Russell; mostro qual das premissas o opositor deverá atacar; apresento duas tentativas de resposta e contra-argumento a elas; e, finalmente, indico os elementos positivos das respostas, bem como das objeções que devem estar presentes numa resposta satisfatória ao argumento de Russell.</description>
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      <pubDate>Thu, 17 May 2012 21:02:25 GMT</pubDate>
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      <title>O quasi-realismo de Blackburn</title>
      <link>http://criticanarede.com/quase-realismo.html</link>
      <description>No capítulo anterior observei os problemas do emotivismo e o discuti em termos da metáfora da projeção. O emotivismo é uma versão do projetivismo. O quasi-realismo de Blackburn também é uma versão do projetivismo explicitamente produzida para fazer face aos problemas levantados contra o emotivismo. Mas qual a diferença entre um &lt;i&gt;mero&lt;/i&gt; projetivista e um quasi-realista? O quê o quasi-realismo &lt;i&gt;acrescenta&lt;/i&gt; ao projetivismo? Blackburn explica a distinção como se segue...</description>
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      <pubDate>Thu, 17 May 2012 20:39:56 GMT</pubDate>
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      <title>Censura brasileira contemporânea</title>
      <link>http://criticanarede.com/censura.html</link>
      <description>O Brasil, durante 20 anos, foi uma ditadura militar. Como em toda ditadura, uma das primeiras liberdades cassadas nos país foi a de imprensa. O procedimento era simples: os militares enviavam censores às redações dos principais jornais. Ao fim do expediente, o censor passava os olhos no jornal já pronto e cortava o que não era de interesse do regime. É difícil imaginar forma mais explícita de censura.</description>
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      <pubDate>Thu, 17 May 2012 19:36:30 GMT</pubDate>
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      <title>Ceticismo, naturalismo e argumentos transcendentais</title>
      <link>http://criticanarede.com/ceticismo2.html</link>
      <description>O termo “naturalismo” tem um uso elástico. O fato de ter sido aplicado à obra de filósofos com tão pouco em comum quanto Hume e Spinoza é suficiente para sugerir a necessidade de se distinguir entre variedades de naturalismo. Nos próximos capítulos, estabelecerei uma distinção entre duas principais variedades, dentro das quais existem subvariedades. Dessas duas principais variedades, uma poderia ser denominada naturalismo &lt;i&gt;estrito&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;reducionista&lt;/i&gt; (ou, talvez, naturalismo &lt;i&gt;extremo&lt;/i&gt;); a outra, naturalismo &lt;i&gt;católico&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;liberal&lt;/i&gt; (ou, talvez, naturalismo &lt;i&gt;moderado&lt;/i&gt;). Emprego aqui as palavras “católico” e “liberal” em sentido amplo, não em seu sentido especificamente religioso ou político; nada do que direi terá qualquer relação direta com a religião ou filosofia da religião, nem com a política ou filosofia política.</description>
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      <pubDate>Thu, 17 May 2012 18:18:38 GMT</pubDate>
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      <title>Argumentos acerca do empirismo construtivo</title>
      <link>http://criticanarede.com/empirismoconstrutivo.html</link>
      <description>Deveriam os cientistas acreditar em tudo aquilo que dizem? Deveriam eles acreditar nas afirmações de suas teorias científicas bem desenvolvidas e na existência das coisas microscópicas exóticas que dizem agora popular os alcances inobserváveis da realidade? Ou uma atitude mais modesta perante a investigação científica seria preferível? Numa primeira reflexão, há certamente uma forte intuição de que as nossas teorias científicas atuais são (pelo menos aproximadamente) verdadeiras: afinal, a prática científica contemporânea é enormemente bem sucedida tanto em termos de previsão quanto de manipulação dos fenômenos empíricos, e — assim se pensa — esse fato seria simplesmente &lt;i&gt;miraculoso&lt;/i&gt; se não fosse o caso de nossas teorias científicas atuais nos fornecerem descrições mais ou menos exatas do modo como o mundo é. Seja o que for que se possa pensar sobre isso, a ciência &lt;i&gt;funciona&lt;/i&gt;; portanto, deveríamos acreditar que é verdadeira.</description>
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      <pubDate>Thu, 17 May 2012 16:03:22 GMT</pubDate>
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      <title>O Encheirídion de Epicteto, de Flávio Arriano</title>
      <link>http://criticanarede.com/encheiridion.html</link>
      <description>Acabamos de lançar, pelo editorial Prometeus, a edição bilíngue do &lt;i&gt;Encheirídion de Epicteto&lt;/i&gt;, obra do aluno de Epicteto (55-135) e cidadão romano de origem grega Lúcio Flávio Arriano de Nicomédia (86-160). Tal tradução, produzida por Aldo Dinucci (doutor em filosofia pela PUC-RJ e professor associado do Departamento de Filosofia da UFS) e Alfredo Julien (doutor em história pela USP e professor adjunto do Departamento de História da UFS), foi parcialmente financiada pelo CNPq (edital MCT/CNPq 02/2009 - Ciências Humanas, Sociais e Sociais 
Aplicadas).</description>
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      <pubDate>Tue, 15 May 2012 14:09:11 GMT</pubDate>
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      <title>Eutanásia voluntária e o argumento do declive escorregadio</title>
      <link>http://criticanarede.com/eutanasia2.html</link>
      <description>Este trabalho trata de um aspecto relativo ao debate sobre a legalização da eutanásia voluntária: o uso de argumentos do tipo declive escorregadio com o objetivo se de opor à legalização da prática. Minha intenção principal é a de defender que um argumento desse tipo usado contra a legalização, argumento este presente na obra do filósofo David S. Oderberg (2009), não é persuasivo. Não se trata, no entanto, do único argumento dele contra a legalização; pode ser que ele esteja certo quando afirma que não devemos legalizar a prática. Apenas não acho que o filósofo é bem sucedido em favor disso com o argumento aqui tratado.</description>
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      <pubDate>Mon, 14 May 2012 19:22:36 GMT</pubDate>
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      <title>An Essay on Free Will, de Peter van Inwagen</title>
      <link>http://criticanarede.com/inwagen.html</link>
      <description>Há certa tensão entre duas de nossas crenças mais razoáveis: a crença de que temos livre-arbítrio e a crença de que o determinismo é verdadeiro. O determinismo é a tese de que o passado mais as leis da natureza determinam um futuro único. Por exemplo, se o determinismo é verdadeiro, a caneta que acabei de soltar está determinada a cair, dado o passado mais as leis da natureza. Quanto ao livre-arbítrio, é difícil dizer algo consensual, mas comumente se aceita que uma condição necessária para ter livre-arbítrio é poder se decidir de outro modo. Por exemplo, se o leitor tem livre-arbítrio, parece que poderia ter decidido não ler esta resenha. E diríamos que intuitivamente o leitor tem livre-arbítrio. Por outro lado, parece que também temos razões para pensar que o determinismo é verdadeiro.</description>
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      <pubDate>Mon, 14 May 2012 13:21:22 GMT</pubDate>
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      <title>O Salto do Novo, de Luís Raposo Pena</title>
      <link>http://criticanarede.com/benjamin.html</link>
      <description>Como acontece o novo? Não o novo da combinatória de elementos pré-existentes ou da inovação técnica, mas o absoluto da novidade, o “aqui e agora”, sem nome e sem forma, que se manifesta na apresentação de mundo. Este é o propósito desta dissertação: tentar pensar o novo. A aproximação que efectuamos parte da valorização do texto de juventude de Walter Benjamin, datado de 1917, “Sobre a Pintura ou Sinal e Mancha”. Com base nos conceitos radicais aí apresentados de mancha e sinal, que consideraremos como marcas do “aparecimento”, defenderemos que o novo é manifestado através de uma mancha; caberá ao pintor a sua justa nomeação segundo o processo de composição. Depois, veremos qual a relação da mancha com a linguagem: mancha que ao ser nomeada se inscreve num sistema de sinais; mancha que origina obra criada, sobre a qual um conjunto sucessivo de traduções irá dando conta do eco desse absoluto que aconteceu. Finalmente, abordaremos o impacto da obra na esfera social: como é que o autor que toma consciência da sua faceta de produtor poderá ter um papel na mudança da organização política.</description>
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      <pubDate>Mon, 30 Apr 2012 13:46:09 GMT</pubDate>
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      <title>A Superação do Dualismo Cartesiano em António Damásio e sua Contribuição para as Concepções e Práticas Médicas Ocidentais</title>
      <link>http://criticanarede.com/damasio.html</link>
      <description>A presente dissertação divide-se em duas partes. Na primeira parte, é exposta a crítica de António Damásio ao dualismo cartesiano no que se refere à influência deste dualismo nas concepções e práticas médicas ocidentais bem como as consequências para a compreensão da doença e da prática da medicina. Na segunda parte, são abordadas outras concepções de autores não dualistas que afirmam a incorporação da mente: Francisco Varela, George Lakoff e Edith Stein.</description>
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      <pubDate>Sat, 14 Apr 2012 14:46:44 GMT</pubDate>
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      <title>O Progresso e seus Problemas, de Larry Laudan</title>
      <link>http://criticanarede.com/progresso.html</link>
      <description>Originalmente publicado em 1977, temos agora à disposição em português &lt;i&gt;O Progresso e seus Problemas&lt;/i&gt;, de Larry Laudan. Escrito no contexto das discussões acerca da racionalidade e objetividade da ciência geradas pela publicação de &lt;i&gt;A Estrutura das Revoluções Científicas &lt;/i&gt;(1962), de Thomas Kuhn, o livro de Laudan contribuiu para avançar o debate em filosofia da ciência sobre critérios de escolhas entre teorias rivais e sobre a noção de progresso científico. A obra é composta por duas partes, com sete capítulos ao todo.</description>
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      <pubDate>Thu, 05 Apr 2012 19:18:54 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>A Categoria de Esfera Pública em Jürgen Habermas, de Jorge Adriano Lubenow</title>
      <link>http://criticanarede.com/habermas.html</link>
      <description>A presente tese tem o objetivo de fazer uma leitura reconstrutiva de um tema fundamental explorado por Jürgen Habermas: a categoria de “esfera pública”. Este tema da esfera pública é examinado no contexto da passagem entre o universo teórico de &lt;i&gt;Strukturwandel der Öffentlichkeit&lt;/i&gt; (1962) e &lt;i&gt;Theorie des kommunikativen Handelns&lt;/i&gt; (1981) em relação àquele de &lt;i&gt;Faktizität und Geltung&lt;/i&gt; (1992). Nesta transição, Habermas reformula uma série de questões introduzidas nas suas investigações anteriores sobre o tema da esfera pública e configura uma perspectiva teórica modificada. O momento-chave desta transição é o prefácio à nova edição de &lt;i&gt;Strukturwandel der Öffentlichkeit, &lt;/i&gt;publicada em 1990. Esta retomada pode ser desdobrada em dois eixos que se correlacionam: a) A reformulação do conteúdo da esfera pública (limitações e deficiências), a ampliação da categoria e o alargamento da infra-estrutura da esfera pública, agora com novas características e novos papéis; b) O reposicionamento da esfera pública por um rearranjo interno num contexto teórico mais amplo da teoria da ação comunicativa e da reformulação da relação sistema-mundo da vida da teoria da sociedade.</description>
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      <pubDate>Wed, 21 Mar 2012 13:49:09 GMT</pubDate>
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      <title>Real Conditionals, de William G. Lycan</title>
      <link>http://criticanarede.com/realconditionals.html</link>
      <description>O filósofo tradicional faz teorias sobre as frases condicionais do seguinte modo: primeiro, considera alguns exemplos de frases condicionais; em seguida, tem um &lt;i&gt;insight&lt;/i&gt; sobre algum princípio geral capaz de revelar algo sistemático subjacente a esses exemplos; por fim, procura reformular ou defender esse princípio diante das frases que parecem escapar ou contradizer a sua explicação. Essa é a posição adotada por autores como Frank Jackson, Ernest Adams e Robert Stalnaker. Uma metodologia menos ortodoxa consiste em partir de indícios sintáticos fornecidos pela lingüística e formular uma explicação semântica que seja capaz de fazer justiça às relações sintáticas entre as condicionais e outros termos da linguagem natural. Essa é a posição de autores como Vic Dudman, Kai von Fintel e Angelika Kratzer. É também a posição do próprio William Lycan que neste livro nos oferece uma teoria imensamente sofisticada. O livro tem oito capítulos, seguidos de um apêndice, um posfácio e um excelente índice remissivo.</description>
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      <pubDate>Tue, 20 Mar 2012 14:21:18 GMT</pubDate>
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      <title>A inimportância do avant-garde</title>
      <link>http://criticanarede.com/avantgarde.html</link>
      <description>Será que a arte &lt;i&gt;avant-garde&lt;/i&gt; tem uma importância especial para a filosofia da arte?&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; Evidentemente, &lt;i&gt;alguma &lt;/i&gt;arte &lt;i&gt;avant-garde&lt;/i&gt; pode ser intrinsecamente interessante. Talvez os filósofos possam reflectir sobre o significado e valor dessas obras. Algumas podem mesmo levantar questões filosóficas. Contudo, muitos filósofos foram na peugada de Arthur Danto, pensando que há lições bastante gerais a retirar destas obras.&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; Pensam que a arte &lt;i&gt;avant-garde&lt;/i&gt; deve desempenhar um papel especial na teorização sobre a natureza da arte em geral. Com base neste género de exemplos, Danto tem sido influente em persuadir muitos filósofos da arte, particularmente nos Estados Unidos, a abordarem a filosofia da arte de um modo particular — um modo que sublinha o contexto social e artístico da arte e que se afasta das ambições estéticas do artista individual ao fazer a obra.</description>
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      <pubDate>Wed, 07 Mar 2012 16:56:12 GMT</pubDate>
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      <title>Homossexualidade e lei</title>
      <link>http://criticanarede.com/homossexualidade.html</link>
      <description>O texto que se segue mostra o contributo da filosofia para o esclarecimento e solução de problemas reais — como, neste caso, os problemas associados à legislação sobre o casamento e a adopção por parte de casais de pessoas do mesmo sexo. Estes dois problemas podem ser formulados do seguinte modo: 1) Deve a lei permitir o casamento entre homossexuais? 2) Deve a lei permitir a adopção de crianças por parte de casais homossexuais que obedeçam às outras condições estabelecidas na lei da adopção? Embora possamos discuti-los separadamente, existe uma relação, mais ou menos óbvia, entre eles: ambos procuram determinar se haverá, ou não, alguma justificação para que existam leis discriminatórias relativamente aos casais homossexuais ou leis que ofereçam cobertura legal para práticas discriminatórias relativamente aos mesmos.</description>
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      <pubDate>Thu, 01 Mar 2012 14:33:48 GMT</pubDate>
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      <title>Fazendo a ponte entre a divisão analítico-continental</title>
      <link>http://criticanarede.com/ponte.html</link>
      <description>Muitos filósofos de departamentos americanos de marcada importância são especialistas em metafísica: o estudo dos aspectos mais gerais da realidade, como o ser e o tempo. A obra principal de um dos mais proeminentes filósofos do séc. XX, Martin Heidegger, é &lt;i&gt;Ser e Tempo, &lt;/i&gt;um estudo profundo destes dois tópicos. Contudo, quase nenhuns dos metafísicos americanos deu atenção ao livro de Heidegger.</description>
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      <pubDate>Wed, 29 Feb 2012 21:10:48 GMT</pubDate>
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      <title>Má filosofia analítica</title>
      <link>http://criticanarede.com/mafilosofia.html</link>
      <description>Os filósofos analíticos, na sua maior parte, concordam que a filosofia deve satisfazer certos requisitos mínimos: deve ser clara, precisa, bem argumentada, apresentando uma tese explícita e exemplificando o princípio de que a verdade emerge mais prontamente do erro do que da confusão. Todos concordam que deve também ser interessante, relevante, razoavelmente original, rigorosa, e que deve avançar propostas teóricas ou críticas sobre os problemas e enigmas que têm dado forma à tradição analítica ou que são objecto das nossas preocupações actuais. Muitos filósofos acreditam que quando estes desideratos básicos são cumpridos, a filosofia analítica não pode ser má. Contudo, todos sabemos que há má filosofia analítica. Isto não deveria ser propriamente uma surpresa, mas é uma verdade desagradável.</description>
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      <pubDate>Mon, 27 Feb 2012 15:03:42 GMT</pubDate>
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      <title>Evolution, de Stephen Baxter</title>
      <link>http://criticanarede.com/evolution.html</link>
      <description>Apesar de se tratar de um livro de ficção científica, podemos e devemos ler &lt;i&gt;Evolution &lt;/i&gt;como um maravilhoso livro de divulgação científica — claramente na linha, aliás, do magnífico &lt;i&gt;Os Dragões do Éden, &lt;/i&gt;do malogrado Carl Sagan. A ambição é imensa: apresentar toda a história da vida na Terra, com especial ênfase nos seres humanos. Mas Baxter acaba por ir mais longe ainda, e apresenta a história do próprio planeta Terra — da sua origem à sua extinção.</description>
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      <pubDate>Thu, 23 Feb 2012 19:24:38 GMT</pubDate>
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      <title>Terá Rawls refutado o utilitarismo?</title>
      <link>http://criticanarede.com/rawlseutil.html</link>
      <description>Em 1971 era publicada uma obra que se tornaria muito importante nas discussões de filosofia política. O nome dessa obra é &lt;i&gt;Uma Teoria da Justiça&lt;/i&gt; e seu autor John Rawls. Ao longo das aproximadas seiscentas páginas do livro, Rawls apresenta e defende a perspectiva que chamou de “Justiça como Equidade”. Rawls considera, e menciona-o logo no prefácio (tanto da edição original como da revista), que a sua teoria pretende ser uma alternativa à teoria utilitarista. Assim, uma parte do seu projeto é refutar, de uma vez por todas, essa teoria.</description>
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      <pubDate>Sat, 18 Feb 2012 13:29:47 GMT</pubDate>
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      <title>Conditionals, de Michael Woods</title>
      <link>http://criticanarede.com/woods.html</link>
      <description>Esta é uma obra póstuma: é um fragmento do que seria um dos capítulos de um livro sobre lógica filosófica em que Michael Woods trabalhava por ocasião de sua morte em Abril de 1993. O material foi transcrito por John Foster e editado por David Wiggins. O livro contém oito capítulos, seguidos de comentários de Dorothy Edgington, além de um obituário, um &lt;i&gt;curriculum vitae&lt;/i&gt; e a bibliografia de Woods.</description>
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      <pubDate>Wed, 15 Feb 2012 13:28:47 GMT</pubDate>
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      <title>A teoria de tudo</title>
      <link>http://criticanarede.com/teoriadetudo.html</link>
      <description>Lembro-me de me ser dito, quando era criança, que em tempos idos era ainda possível a uma pessoa de muita instrução saber &lt;i&gt;tudo o que se sabia. &lt;/i&gt;Foi-me igualmente dito que hoje em dia sabe-se tanto que não era concebível que alguém soubesse mais do que uma diminuta fracção disso, ainda que numa vida longa. A última proposição surpreendeu-me e fez-me ficar desapontado. Na verdade, recusei-me a acreditar nisso. Não sabia como justificar a minha descrença. Mas sabia que não queria que as coisas fossem dessa maneira, e invejei os estudiosos de outros tempos.</description>
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      <pubDate>Sun, 12 Feb 2012 18:29:05 GMT</pubDate>
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      <title>John Stuart Mill</title>
      <link>http://criticanarede.com/jsmill.html</link>
      <description>John Stuart Mill nasceu em Londres em 1806, filho de James Mill, e foi filósofo, economista e alto funcionário da Companhia das Índias Orientais. Em &lt;i&gt;Autobiography&lt;/i&gt; (1873) (&lt;i&gt;Autobiografia &lt;/i&gt;2007), que escreveu nos seus últimos anos, Mill apresentou uma descrição vívida e comovente da sua vida, em especial da sua extraordinária educação. Teve uma carreira activa como administrador da Companhia das Índias Ocidentais, da qual se aposentou apenas quando as funções administrativas da Companhia foram assumidas pelo governo britânico, na sequência do Motim de 1857. Além disso, foi deputado liberal por Westminster entre 1865 e 1868, e em jovem, na década de 1830, dirigiu a &lt;i&gt;London and Westminster Review,&lt;/i&gt; uma revista trimestral radical. Morreu em Aix-en-Provence em 1873.</description>
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      <pubDate>Fri, 10 Feb 2012 16:53:51 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>“Esse gênero de imagem quotidiana do positivismo lógico”</title>
      <link>http://criticanarede.com/kuhnepositivismo.html</link>
      <description>No século XXI ninguém é empirista lógico. É certo que há não poucos filósofos cujo trabalho se assemelha em aspectos relevantes ao trabalho dos empiristas lógicos e que, de fato, se tivesse sido feito na década de 1950, seria um trabalho empirista lógico. Mas ninguém apresenta tal trabalho sob a rubrica “empirismo lógico”. Na verdade, ninguém poderia tentar fazer tal coisa de maneira plausível — ser um empirista lógico não é realmente uma opção viva para um filósofo do século XXI.</description>
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      <pubDate>Thu, 02 Feb 2012 04:39:52 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A Evolução e os Grandes Temas, de David Stamos</title>
      <link>http://criticanarede.com/stamos.html</link>
      <description>No final do primeiro capítulo de seu livro &lt;i&gt;Fundamentos da Filosofia&lt;/i&gt; (Zahar, 1977), Bertrand Russell expõe uma das suas expectativas em relação ao futuro dos problemas filosóficos:  “Talvez a ciência moderna nos permita ver os problemas filosóficos a uma nova luz. Com essa esperança, vamos examinar a relação do homem com o seu meio”. Tal expectativa é compartilhada por David Stamos neste livro, lançado originalmente em 2008 na Blackwell. Stamos visa esclarecer as conseqüências, e o impacto, que a teoria evolucionista de Charles Darwin tem com respeito a alguns dos problemas filosóficos mais tradicionais (conhecimento, consciência, ética e sentido da vida), além de debater outras questões mais gerais ligadas à sociedade (raça, gênero, sexualidade e religião).</description>
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      <pubDate>Tue, 31 Jan 2012 03:35:33 GMT</pubDate>
    </item>
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      <title>Donativos</title>
      <link>http://criticanarede.com/donativos.html</link>
      <description>&lt;p&gt;Sem os donativos voluntÁrios dos seus leitores nÃo É possÍvel manter esta revista. As despesas com o servidor, ao que É preciso acrescentar todo o trabalho editorial e de programaÇÃo, sÃo integralmente pagas pelo director. Ao fazer um donativo voluntÁrio, estÁ a contribuir para a continuidade desta revista, ajudando a pagar as despesas. Se usa regularmente os artigos desta revista e quer que continuem disponÍveis, e se quer que esta revista publique mais artigos semelhantes, faÇa um donativo; por pequeno que seja, É bem-vindo.&lt;/p&gt;
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      <pubDate>Mon, 30 Jan 2012 15:55:44 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>O inefável</title>
      <link>http://criticanarede.com/inefavel.html</link>
      <description>Há várias ilusões cognitivas persistentes que têm uma característica comum: exprimem-se de modo a haver duas interpretações cruciais. Numa, a ideia em causa é verdadeira, mas não é surpreendente nem merece a nossa atenção porque é banal. Na outra, a ideia é surpreendente e chama-nos apropriadamente a atenção, mas é patentemente falsa. A ilusão cognitiva resulta precisamente de se assentar arraiais no muro da ambiguidade, de modo que quando discordamos dela, o seu defensor bate-nos na cabeça com a interpretação verdadeira, que realmente não queremos rejeitar; quando afirmamos então que essa ideia é verdadeira mas banal, o interlocutor muda a sua interpretação e atira-nos à cara a segunda interpretação, que torna a ideia surpreendente à custa de a tornar falsa.</description>
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      <pubDate>Sat, 28 Jan 2012 23:36:39 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Nota sobre arte e conceitos históricos</title>
      <link>http://criticanarede.com/currie.html</link>
      <description>Num certo sentido, os nossos conceitos são, na sua maioria, históricos. Qualquer conceito que tenha aplicação contingentemente é histórico no sentido de que, se a história do mundo tivesse sido diferente, aplicar-se-ia a coisas diferentes. O conceito de &lt;i&gt;arte&lt;/i&gt; é histórico nesse sentido: se Rembrandt tivesse pintado mais um auto-retrato, o conceito de &lt;i&gt;arte&lt;/i&gt; teria mais uma coisa na sua extensão. Alguns conceitos são históricos noutro sentido: o facto de o conceito se aplicar ou não a um objecto no momento &lt;i&gt;t &lt;/i&gt;depende do que sucedeu com esse objecto nos momentos anteriores a &lt;i&gt;t&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Auto-retrato de Rembrandt&lt;/i&gt; aplica-se a este objecto agora em virtude de ter a história de produção apropriada. Note-se que daqui não se segue que para saber se algo é um auto-retrato de Rembrandt tenho de verificar a sua história. Se todas ou quase todas as coisas que hoje se parecem com um Rembrandt são Rembrandt, posso conseguir saber se isto é um Rembrandt com base na sua aparência presente.</description>
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      <pubDate>Fri, 27 Jan 2012 15:07:13 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sobre o puzzle de Kripke</title>
      <link>http://criticanarede.com/pierre.html</link>
      <description>&lt;p&gt;Em “A Puzzle about Belief” (&lt;i&gt;Meaning and Use&lt;/i&gt;, ed. by A. Margalit, Reidel, Dordrecht, 1979, pp. 239-283), Kripke enuncia dois princípios que descreve como auto-evidentes. O primeiro é o &lt;i&gt;princípio da descitação&lt;/i&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Se um falante normal de inglês, sob reflexão, assente sinceramente a “P”, então acredita que P (p. 249).&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</description>
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      <pubDate>Sun, 22 Jan 2012 20:11:55 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A ciência empírica segundo Berkeley</title>
      <link>http://criticanarede.com/berkeleyciencia.html</link>
      <description>“&lt;i&gt;Memorandum.&lt;/i&gt; Há muito que recomendar e aplaudir na filosofia experimental”, afirmou Berkeley nos seus cadernos de anotações pessoais (C 498). Esta recomendação não era só de fachada. O interesse de Berkeley pela ciência experimental, ou filosofia experimental como a denominava, segundo o uso normal nos séculos XVII e XVII, foi intenso e genuíno. A sua grande admiração por Newton é manifestada inúmeras vezes nos seus escritos, e não somente os destinados a publicação. Berkeley havia estudado os &lt;i&gt;Principia&lt;/i&gt; de Newton — uma obra muito difícil, que poucos poderiam pretender compreender com alguma facilidade — e provavelmente a &lt;i&gt;Óptica&lt;/i&gt;.</description>
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      <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 23:34:31 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Comunidade?</title>
      <link>http://criticanarede.com/comunidade.html</link>
      <description>Uma das palavras mágicas que me escapou, e que cada vez é mais usada de modo deplorável é “comunidade”. Há uns anos, havia, por exemplo, filósofos, poetas e taxistas. Hoje, há a comunidade dos filósofos, a comunidade dos poetas e a comunidade dos taxistas. A palavra “comunidade” entrou no vocabulário contemporâneo sem que as pessoas se tenham apercebido de tal, violando o seu significado original a tal ponto...</description>
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      <pubDate>Wed, 18 Jan 2012 22:47:35 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>2081 e a falácia da desigualdade social</title>
      <link>http://criticanarede.com/2081.html</link>
      <description>Só recentemente tivemos oportunidade de ver &lt;i&gt;2081, &lt;/i&gt;uma curta-metragem realizada por Chandler Tuttle (2009), baseada no também curto conto &lt;i&gt;Harrison Bergeron,&lt;/i&gt; de Kurt Vonnegut (1961)&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;Tirando algumas diferenças de menor importância, o filme de Tuttle é fiel ao conto de Vonnegut, o que nos permite dizer que ambos expõem a mesma história. Crucialmente, essa história é a de uma sociedade distópica na qual os governantes promovem a eliminação das diferenças físicas e mentais impondo &lt;i&gt;handicaps, &lt;/i&gt;limitações artificiais&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;aos elementos mais dotados. Os mais belos têm de usar máscaras, os mais fortes têm de carregar pesos, os mais inteligentes têm de usar mecanismos auriculares que os desconcentram...</description>
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      <pubDate>Wed, 18 Jan 2012 20:54:20 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Ações, razões e causas</title>
      <link>http://criticanarede.com/accoes.html</link>
      <description>Qual é a relação entre uma razão e uma ação quando a razão explica a ação, dando a razão do agente para fazer o que fez? Podemos chamar tais explicações de &lt;i&gt;racionalizações&lt;/i&gt;, e dizer que a razão &lt;i&gt;racionaliza&lt;/i&gt; a ação. Neste artigo quero defender a posição antiga — e de senso comum — de que a racionalização é uma espécie de explicação causal&lt;sup&gt;ii&lt;/sup&gt;. A defesa sem dúvida exige alguma reelaboração, mas não parece necessário abandonar a posição, como muitos autores recentes insistem.</description>
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      <pubDate>Tue, 17 Jan 2012 22:31:55 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sexto Empírico</title>
      <link>http://criticanarede.com/sexto.html</link>
      <description>Sexto Empírico foi um cético grego da escola pirrônica e um médico clínico que viveu provavelmente durante o final do século II d.C. As datas exatas são controversas e os detalhes de sua vida praticamente desconhecidos; contudo, é a fonte mais importante de nosso conhecimento das filosofias céticas gregas antigas. As obras que nos chegaram são as &lt;i&gt;Hipotiposes Pirrônicas&lt;/i&gt;, em três livros, que nos fornecem o relato positivo do próprio Sexto sobre o ceticismo pirrônico, e uma extensa obra em onze livros, geralmente referida coletivamente como &lt;i&gt;Contra os Matemáticos&lt;/i&gt;. Esta contém muito material semelhante ao encontrado nas &lt;i&gt;Hipotiposes&lt;/i&gt;, mas também fornece argumentos céticos adicionais contra os filósofos...</description>
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      <pubDate>Mon, 16 Jan 2012 04:47:31 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Conhecimento esquivo</title>
      <link>http://criticanarede.com/esquivo.html</link>
      <description>Sabemos muito. Sei qual é a comida que os pingüins comem. Sei que os telefones costumavam tocar a campainha, mas hoje em dia soltam sons estridentes quando alguém liga. Sei que Essendon ganhou a Grande Final de 1993. Sei que aqui está uma mão, e aqui está outra. Temos todo o tipo de conhecimento comum, e temo-lo em abundância. Duvidar disso seria absurdo. Ou pelo menos duvidar disso de modo sério e permanente seria absurdo; e mesmo duvidar filosófica e temporariamente, sob a influência de argumentos, é mais do que um pouco de excentricidade. É um fato mooriano que sabemos muito.</description>
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      <pubDate>Sun, 15 Jan 2012 03:53:05 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O que é uma lei da natureza?</title>
      <link>http://criticanarede.com/leidanatureza.html</link>
      <description>Num certo sentido, sabemos suficientemente bem o que comumente se quer dizer com “lei da natureza”. Podemos dar exemplos. São ou acredita-se que sejam leis da natureza: que a órbita de um planeta em torno do Sol seja elíptica; que o arsênico seja venenoso; que a intensidade de uma sensação seja proporcional ao logaritmo do estímulo; que haja 303 000 000 000 000 000 000 000 moléculas em um grama de hidrogênio. E não são leis da natureza: que a soma dos ângulos de um triângulo euclidiano seja 180°, embora isso seja necessariamente verdadeiro; que todos os presidentes da terceira República Francesa tenham sido homens, embora esse seja à sua maneira um fato legal...</description>
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      <pubDate>Sat, 14 Jan 2012 00:32:58 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Deliberação e decisão racional</title>
      <link>http://criticanarede.com/deliberar.html</link>
      <description>Podemos ter razões de tipos diferentes para agir desta ou daquela maneira. São essas razões que influenciam a escolha das acções. Mas nem sempre é fácil escolher a acção apropriada. De facto, por vezes as razões são complexas, de tipos diferentes e pesam a favor de acções contrárias. Não há um método para determinar qual delas tem mais peso nos diversos casos. E também não é possível saber com segurança em que casos as razões morais podem ser suplantadas por outros tipos de razões. Na falta de um método, temos então de pensar arduamente antes de agir. Ao pensamento que considera e avalia razões práticas chamamos “deliberação.”</description>
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      <pubDate>Fri, 06 Jan 2012 21:36:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Bom ensino com maus programas?</title>
      <link>http://criticanarede.com/programas.html</link>
      <description>Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as questões centrais da educação não têm merecido grande atenção da comunicação social. A verdade é que nem a avaliação dos professores nem a violência nas escolas são as questões centrais. Estas são, certamente, matérias importantes e merecem alguma atenção. Só que nem a regulação das carreiras profissionais nem a resolução das disfunções sociais deveriam constituir as principais atribuições do ministro da educação. Mesmo que não se possam nem se devam evitar, o ministério da educação não existe primariamente para tratar de questões profissionais dos seus trabalhadores nem para tratar de problemas sociais emergentes.</description>
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      <pubDate>Sat, 31 Dec 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O anti-racista racista</title>
      <link>http://criticanarede.com/racismo.html</link>
      <description>Hoje em dia é proibido ser racista. E isto tem duas consequências negativas, relacionadas entre si. Por um lado, fingimos que não há racistas entre nós, quando os há. Por outro, não se compreende o que há de errado no racismo. Os dois aspectos estão relacionados porque se não fosse proibido ser racista seria mais fácil ver o que há de errado no pensamento dos racistas e consequentemente o que justifica a oposição ao racismo. A situação é caricata porque tanto os racistas como os que se opõem ao racismo concordam com a mesma tese moral errada; apenas discordam quanto ao que, uns e outros, pensam que são os factos. O facto que o racista invoca é uma suposta “superioridade” da raça A relativamente à raça B.</description>
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      <pubDate>Thu, 29 Dec 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sir Michael Dummett (1925-2011)</title>
      <link>http://criticanarede.com/dummett.html</link>
      <description>Sir Michael Dummett foi um filósofo de Oxford, membro de All Souls (1950), Professor Wykeham de Lógica (1979-1992) e membro do New College. Entre os seus compromissos exteriores à filosofia, o seu trabalho activo contra o racismo merece menção especial.
A filosofia de Dummett inspira-se em grande medida na filosofia de Frege e Wittgenstein. Diversas obras suas ocupam-se directamente de Frege, as principais sendo os dois livros &lt;i&gt;Frege: Philosophy of Language&lt;/i&gt; (1973), e &lt;i&gt;Frege: Philosophy of Mathematics&lt;/i&gt; (1991).</description>
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      <pubDate>Thu, 29 Dec 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Kant's Theory of Knowledge, de Georges Dicker</title>
      <link>http://criticanarede.com/dickerkant.html</link>
      <description>A filosofia analítica tem contribuído substancialmente para as discussões filosóficas atuais. E os avanços alcançados pelos filósofos analíticos não se encontram apenas nos problemas filosóficos discutidos contemporaneamente, mas também na história da filosofia. Este livro é um claro exemplo disso; como o próprio nome indica, é uma introdução realmente analítica à epistemologia de Kant, que dá primazia aos problemas com os quais o filósofo alemão lidou, seus principais argumentos e, evidentemente, suas principais objeções. O nível de sofisticação do livro de Dicker é incomparavelmente superior aos livros de introdução a Kant que não levam em consideração os avanços alcançados pelos filósofos analíticos nos últimos anos.</description>
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      <pubDate>Wed, 28 Dec 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Psicologia e Neurociência, de  Saulo de Freitas Araújo</title>
      <link>http://criticanarede.com/araujo.html</link>
      <description>Os avanços em neurociência e ciência cognitiva das últimas décadas sugeriam inicialmente que em breve resolveríamos (ou dissolveríamos) completamente o antigo problema filosófico das relações entre corpo e mente. No entanto, a “década do cérebro” (1990-1999) encerrou-se sem satisfazer as promessas e as esperanças mais básicas que a animavam. Em particular, um dos pressupostos de boa parte dos programas de pesquisa nessas disciplinas, a saber, que o vocabulário mental da &lt;i&gt;folk psychology&lt;/i&gt; seria desnecessário para uma explicação científica adequada dos fenômenos mentais, jamais chegou a ser demonstrado.</description>
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      <pubDate>Thu, 22 Dec 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A Tradição Socrática na Sala de Aula, de Domingos Faria</title>
      <link>http://criticanarede.com/tsocratica.html</link>
      <description>Esta dissertação reflecte a metodologia, a didáctica e a prática que o autor considera adequadas na leccionação da filosofia no ensino secundário. Defende-se que a leccionação da filosofia deve procurar fundamentalmente ensinar os alunos a pensar e a examinar criticamente ideias; por isso, o ensino da filosofia deve estar inserido na tradição encetada por Sócrates, ou seja, na tradição de um constante exame crítico. Assim, as finalidades primordiais deste texto são as seguintes...</description>
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      <pubDate>Fri, 16 Dec 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Como não justificar a filosofia</title>
      <link>http://criticanarede.com/justificar.html</link>
      <description>Uma confusão comum no que respeita à justificação da filosofia é que muitas vezes o que se visa, sem que a pessoa se aperceba disso, não é exactamente a justificação da filosofia.
É importante distinguir cinco ideias bastante diferentes: 1) a justificação fraca da actividade filosófica; 2) a justificação forte dessa actividade; 3) a justificação do ensino da filosofia; 4) a justificação do ensino obrigatório da filosofia; e 5) a justificação do financiamento da filosofia com o dinheiro dos contribuintes.</description>
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      <pubDate>Sat, 10 Dec 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Que programa de filosofia?</title>
      <link>http://criticanarede.com/queprograma.html</link>
      <description>Um primeiro rascunho desta comunicação foi apresentado na Escola Secundária de Fafe, no âmbito das actividades do dia internacional da filosofia. Agradeço a amabilidade do convite e felicito o grupo de filosofia pela iniciativa. Foi com pena que tive de apressar o almoço na companhia simpática dos colegas de filosofia. Aproveitei a oportunidade — e as melhores oportunidades são aquelas que, por um qualquer acaso, vêm ter connosco...</description>
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      <pubDate>Wed, 30 Nov 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Pseudo-argumentos</title>
      <link>http://criticanarede.com/pseudoargumentos.html</link>
      <description>Ocorre um pseudo-argumento quando alguém apresenta o que, semanticamente, é sem dúvida um argumento, mas o apresenta de tal modo que, pragmaticamente, é apenas um acto discursivo alheio à argumentação. A argumentação é um convite à discussão: apresentamos as razões que genuinamente pensamos que sustentam uma dada ideia, e fazemo-lo de modo tão explícito quanto possível precisamente para permitir que a outra pessoa analise cuidadosamente não apenas as premissas que usamos, mas também se delas se infere correctamente a conclusão que defendemos. Por essa razão, os pseudo-argumentos prestam-se a confusões.</description>
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      <pubDate>Wed, 30 Nov 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
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      <title>Estética e sentido</title>
      <link>http://criticanarede.com/esteticaesentido.html</link>
      <description>Considero que a explicação de Susan Wolf do que faz uma vida ter sentido é, no geral, persuasiva, e não pretendo criticá-la. O que quero abordar são algumas consequências de uma sua aplicação particular. Haverá quem poderá considerar essas consequências perturbadoras, apesar de não ser esse o meu caso. Segundo a abordagem de Wolf, uma vida ganha sentido por um compromisso subjectivo com, ou uma afeição por, um projecto ou actividade de mérito objectivo. A componente subjectiva impede a possibilidade, que parece implausível, de a vida de alguém ter sentido por razões de que ela não está ciente (por exemplo, porque por acaso tem efeitos benéficos).</description>
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      <pubDate>Wed, 16 Nov 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
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      <title>Ensinar filosofia a crianças</title>
      <link>http://criticanarede.com/criancas.html</link>
      <description>Esta comunicação dá conta do que se fez nas aulas de Filosofia do 2.º ciclo (alunos com 10 e 11 anos), na escola Dr. Manuel Laranjeira. A oportunidade que nos foi dada, e que desde já agradecemos, pareceu-nos vir em boa hora para contar como as coisas realmente se passaram. Na primeira secção, trataremos de dizer de que modo este projecto, se é que lhe podemos chamar assim, começou.</description>
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      <pubDate>Fri, 21 Oct 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
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      <title>7 Ideias Filosóficas Que Toda a Gente Deveria Conhecer, de Desidério Murcho</title>
      <link>http://criticanarede.com/seteideias.html</link>
      <description>“Penso, logo existo”, “Só sei que nada sei”: estas são algumas das ideias filosóficas de que todos ouvimos falar, mas cujo significado e importância muitas vezes desconhecemos. Numa linguagem clara e directa, este livro esclarece o significado destas e de outras ideias filosóficas que mudaram a história do pensamento europeu. Integrando informação histórica e explicações pormenorizadas, eis um livro de filosofia que se lê como um romance e nos ajuda a reflectir em algumas das mais importantes ideias da Filosofia. Na sequência do sucesso de público que foi &lt;i&gt;Filosofia em Directo&lt;/i&gt; (2011), este é um livro para quem quer saber melhor o que é a filosofia, como se faz, e por que razão existe.</description>
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      <pubDate>Thu, 20 Oct 2011 21:36:00 GMT</pubDate>
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      <title>A importância dos factos</title>
      <link>http://criticanarede.com/factos.html</link>
      <description>Alguns dos mais importantes desenvolvimentos na história cognitiva da humanidade devem-se à insistência no rigor e precisão no estabelecimento de factos. Eis dois desses casos. Heródoto rejeitou as historietas do seu tempo, que cantavam hinos sobre o passado heróico dos gregos, e procurou saber ao invés o que realmente tinha acontecido, por oposição ao que os gregos gostariam que tivesse acontecido.</description>
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      <pubDate>Tue, 11 Oct 2011 00:36:00 GMT</pubDate>
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      <title>Ciência e bruxaria</title>
      <link>http://criticanarede.com/pensaroutravez4.html</link>
      <description>Há duas palavras que deviam ser banidas dos dicionários, pela confusão conceptual que provocam: “ciência” e “cultura”. A confusão tem raízes históricas que se tende a esquecer. Antes da revolução científica iniciada com Galileu não havia diferença entre as chamadas “humanidades” e as “ciências”. Em ambos os casos se tratava de resolver problemas e compreender melhor a natureza das coisas. A revolução científica introduz novas metodologias no estudo da astronomia, da física e do mundo natural em geral: uma maior atenção à observação sistemática, a tentativa de quantificar cuidadosamente e a ideia de experimentação controlada e cega, entre outras.</description>
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      <pubDate>Sat, 08 Oct 2011 00:36:00 GMT</pubDate>
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      <title>Fazendo o que é correto</title>
      <link>http://criticanarede.com/justica.html</link>
      <description>No verão de 2004, o furacão Charley pôs-se a rugir no Golfo do México e varreu a Flórida até ao Oceano  Atlântico.  A tempestade, que levou 22 vidas e causou  prejuízos  de 11 bilhões de dólares,&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;  deixou  também  em seu rastro  uma discussão sobre preços extorsivos. Num posto de gasolina em Orlando, sacos de gelo de dois dólares passaram a ser vendidos por dez dólares. Sem energia para refrigeradores ou ar condicionado em pleno mês de agosto,  verão no hemisfério  norte, muitas  pessoas não tinham  alternativa senão pagar  mais pelo gelo. Árvores derrubadas aumentaram a procura por serrotes e consertos  de telhados. Prestadores de serviços cobraram 23 mil dólares para tirar duas árvores de um telhado.</description>
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      <pubDate>Thu, 29 Sep 2011 00:36:00 GMT</pubDate>
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      <title>O Realismo Modal de David Lewis, de Renato Mendes Rocha</title>
      <link>http://criticanarede.com/realismomodal.html</link>
      <description>Nesta dissertação defendo o realismo modal de David Lewis, ou seja, a hipótese metafísica acerca da existência real de uma pluralidade de mundos possíveis. A defesa que apresento procura evidenciar o caráter pragmático dos argumentos a favor dessa hipótese. Nesse sentido, aproximo a filosofia de Lewis a de Quine e mostro que Lewis utiliza critérios para tomada de decisões ontológicas semelhantes aos defendidos por Quine. Esses critérios são: a simplicidade de formulação, a economia teórica e a desconfiança de critérios meramente intuitivos como guias para a filosofia.</description>
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      <pubDate>Fri, 23 Sep 2011 00:36:00 GMT</pubDate>
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      <title>O Sentido na Vida, de Susan Wolf</title>
      <link>http://criticanarede.com/sentidonavida.html</link>
      <description>Susan Wolf É uma das mais influentes filÓsofas contemporÂneas no que respeita ao problema do sentido da vida. Nesta sintÉtica obra defende a sua conhecida tese de que É no seio da vida que se encontra sentido, quando nos entregamos com entusiasmo a projectos e actividades meritÓrios. O livro contÉm ainda comentÁrios e crÍticas de John Koethe, Robert M. Adams, Nomy Arpaly e Jonathan Haidt, a que Wolf responde no final. De leitura agradÁvel, ao mesmo tempo que É estimulante, este É um livro para ler e reler, que nos ajuda a reflectir sobre um tema que a todos interessa.</description>
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      <pubDate>Wed, 21 Sep 2011 00:36:00 GMT</pubDate>
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