A Mulher com a Obsessão do Jogo, de Theodore Géricault (1791-1824)
10 de Fevereiro de 2005 ⋅ Teses de filosofia

Apresentação

João José R. L. Almeida
A Compulsão à Linguagem na Psicanálise: Teoria Lacaniana e Psicanálise Pragmática, de João José R. L. Almeida
Supervisão de Osmyr Faria Gabbi Jr.
Dissertação de Doutoramento
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Campinas, Julho de 2004, 181 pp. (61 430 palavras)
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Este trabalho é uma exposição crítica de elos conceituais manifestos pela teoria de Lacan e pela psicanálise pragmática, esta última circunscrita a publicações de Marcia Cavell e de Jurandir Freire Costa. Sem descuidar a investigação exegética, pretende-se aqui apresentar uma visão panorâmica das composições conceituais e dos sentidos que adquirem as palavras no conjunto de cada prática teórica. As duas espécies de teorias psicanalíticas — aqui denominadas como "psicanálises lingüísticas" — recorrem a certas concepções de linguagem como forma de resolução de problemas metafísicos e clínicos herdados da teoria de Freud. Seu comportamento, no entanto, é tratado como compulsivo, uma vez que essas práticas teóricas obedecem cega e inexoravelmente a um conjunto de técnicas e procedimentos incorporados à ação de sanear a velha teoria de impurezas conceituais. Como alternativa à concepção referencialista da linguagem, pressuposta por Freud, Lacan utilizou uma concepção idealista, e a psicanálise pragmática, uma concepção comportamental, para cumprir suas respectivas tarefas. O trabalho consiste em questionar a substancialização da linguagem, no caso de Lacan, e o desvio mentalista e mecanicista, no caso da psicanálise pragmática. Aparentemente, nada indica que a clínica necessitasse de tais supostos, nem que estas teorias não houvessem introduzido novos problemas metafísicos.

João José R. L. Almeida (limalme@uol.com.br) é psicanalista e docente especializado em filosofia da psicanálise, filosofia da mente e filosofia da linguagem.
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