1 de Novembro de 2016   Dicionário Escolar de Filosofia

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Zenão de Cítio (334-262 a. C.)

Filósofo grego que fundou em Atenas, cerca de 300 a. C., a escola estóica (ver estoicismo) — de Stoa Poikilê (pórtico pintado), o nome do local onde dava as suas lições. Foi discípulo dos filósofos cínicos Crato de Tebas e Estílpone de Mégara e do filósofo platónico Xenócrates. Todos os seus escritos se perderam, mas sabe-se que escreveu uma obra, intitulada República, em que defendeu a importância da lei e a universalidade das instituições políticas. Defendeu também uma concepção absoluta do dever moral e que a felicidade consiste na conformidade da nossa vontade à razão divina que governa o universo. O estoicismo, que além da ética incluía a lógica, a teoria do conhecimento e a física, constituiu a escola filosófica mais importante do período helenístico. (Álvaro Nunes)

Zenão de Eleia (n. c. 490 a. C.)

Filósofo grego, discípulo de Parménides. Escreveu um livro, do qual se conhecem apenas fragmentos, a defender as ideias do seu mestre de que o movimento e a pluralidade não passam de ilusões (ver ilusão). Os seus quatro argumentos contra a realidade do movimento, conhecidos como “paradoxos de Zenão”, sobretudo o paradoxo da corrida entre Aquiles e a tartaruga, tornaram-no muito famoso. (Aires Almeida)

Zeitgeist

Termo alemão que significa “espírito do tempo”, isto é, a mentalidade de uma dada época. (Desidério Murcho)