Composição
26 de Agosto de 2003 ⋅ Lógica

Argumento, persuasão e explicação

Desidério Murcho

Este artigo procura esclarecer dois aspectos relacionados e subtis da noção de argumento. Trata-se da noção especializada de argumento forte ou fraco e da distinção entre argumentos e explicações.

Antes de mais, é necessário não confundir argumentos com as suas formas lógicas. Um argumento é um conjunto de afirmações em que se procura sustentar uma delas (a conclusão) por meio das outras (as premissas). A forma lógica de um argumento é apenas a sua estrutura relevante para a validade dedutiva.

A própria noção de argumento enfrenta algumas dificuldades. Os argumentos não caem das árvores; não vêm empacotados como argumentos. É necessário que um agente racional agrupe um dado conjunto de afirmações com a intenção de produzir um argumento. Caso contrário, poderíamos, perante qualquer conjunto de afirmações, acusar quem as profere de estar a apresentar argumentos inválidos. É por isso que não se pode evitar dizer que um argumento é um conjunto de afirmações em que se pretende que uma delas seja sustentada pelas outras. Claro que há formas de evitar a menção explícita a um agente cognitivo (como dizer que um argumento é constituído por uma conclusão e uma ou mais premissas), mas trata-se apenas de uma forma de iludir as coisas.

Não há uma definição correcta e informativa de forma lógica. Podemos dizer que a forma lógica de um argumento é a sua estrutura relevante para a validade dedutiva. Nem toda a validade é dedutiva, ou exclusivamente dependente da forma lógica. Pode-se falar igualmente de validade indutiva (ou, em geral, de validade não dedutiva), se bem que alguns autores reservem (um tanto abusivamente) o termo “validade” para a dedução. Em qualquer caso, uma parte importante da validade dedutiva distingue-se por isto: depende exclusivamente da sua forma lógica. Assim, qualquer argumento com a forma lógica do argumento seguinte é válido:

Se a vida não fizesse sentido, Deus não existiria.
Mas Deus existe.
Logo, a vida faz sentido.

Esta forma lógica capta-se recorrendo aos símbolos habituais:

Se não P, então não Q.
Q.
Logo, P.

Esta forma lógica e as suas variações são tão comuns que têm um nome tradicional: modus tollens. O que há de interessante na forma lógica é o facto de alguns argumentos válidos dependerem exclusivamente da forma lógica para a sua validade, como é o caso do modus tollens.

A primeira tentação que é necessário evitar é pensar que a validade é tudo o que conta para a força persuasiva de um argumento. Por “força persuasiva” não quero dizer “seja o que for que tenha poder para persuadir seja quem for”, pois as pessoas deixam-se persuadir pelos mais estrondosos disparates, pelo motivo singelo de que as pessoas têm atitudes irracionais. Se equacionarmos a persuasão com o que efectivamente tem poder para convencer as pessoas, não poderemos dizer que as falácias são argumentos inválidos já que, por definição, as falácias são argumentos persuasivos para muitas pessoas sem preparação lógica. Assim, por “força persuasiva” entendo “força persuasiva racional”: isto é, o que tem poder para persuadir um agente cognitivo que não se deixe iludir por erros de raciocínio. Ora, nem tudo o que é um argumento válido tem força persuasiva ou é racionalmente persuasivo. Considere-se o seguinte caso:

Se a Lua é verde, os corvos são azuis.
A Lua é verde.
Logo, os corvos são azuis.

Este é um argumento válido. Contudo, não é sólido: as suas premissas não são verdadeiras. E por isso o argumento não tem força persuasiva: não é racionalmente persuasivo. Isto significa que não tem poder para convencer racionalmente um agente de que a sua conclusão é verdadeira. A confusão começa quando se pensa que nada há de errado com este argumento, que o argumento é perfeitamente bom, mas as suas premissas são falsas. Isto é uma confusão entre o argumento em si e a sua forma lógica. O argumento é mau, ou muitíssimo fraco, no sentido de não ser racionalmente persuasivo; mas a sua forma lógica é válida. Dizer que nada há de errado com o argumento é confundir o argumento com a sua forma lógica.

Mas há outros casos de argumentos válidos que não são racionalmente persuasivos, apesar de serem sólidos. Considere-se o seguinte argumento:

Os corvos são pretos.
Logo, os corvos são pretos.

Este argumento é sólido: é válido e a sua premissa é verdadeira. Mas é evidentemente um mau argumento, sem força persuasiva: é circular. Pode-se apresentar uma explicação ad hoc da razão pela qual este argumento não é persuasivo, razão que se aplicará apenas ao facto de o argumento ser circular. Mas o fenómeno que está aqui em jogo não é diferente do que está em jogo no seguinte argumento:

Se Deus existe, a vida faz sentido.
Deus existe.
Logo, a vida faz sentido.

Este argumento é válido: a sua forma lógica é válida. Mas será racionalmente persuasivo? Dificilmente. O problema é que as premissas usadas para estabelecer a conclusão não são mais plausíveis, ou menos discutíveis, do que a conclusão. É duvidoso que um agente racional possa estar numa situação em que duvida da conclusão mas aceita as premissas; em qualquer caso, os seres humanos não estão em geral em tal situação epistémica: as questões de saber se Deus existe ou não e se a sua existência implica que a vida faz sentido não são, de modo algum, menos discutíveis do que a conclusão. Ora, em qualquer processo argumentativo parece evidente que as premissas têm de ser mais aceitáveis ou plausíveis do que a conclusão. Seria muito estranho conceber que um agente racional se deixasse persuadir por um argumento cujas premissas fossem menos plausíveis do que a sua própria conclusão. O caso em que premissas e conclusão têm plausibilidade idêntica é talvez mais difícil de recusar, mas mesmo neste caso não parece possível existir persuasão racional.

Esta noção de que há uma relação entre a plausibilidade das premissas e conclusões dos argumentos, e que só quando essa relação de plausibilidade é a descrita temos um argumento racionalmente persuasivo, levanta dúvidas legítimas. O meu objectivo é tentar mostrar que essas dúvidas são fruto de confusão, não sendo de forma alguma objecções consideráveis à noção apresentada.

A primeira dúvida diz respeito à variabilidade e vagueza do conceito de plausibilidade. Não cairemos no mais tosco relativismo cognitivo, sendo forçados a admitir que o que uma pessoa considera um bom argumento (isto é, um argumento forte, persuasivo), outra pessoa considera o mesmo argumento mau (isto é, fraco e não persuasivo)? E que todos têm razão e ninguém tem razão?

Não me parece que o relativismo resulte da noção tal como a apresentei. Mas admito que há um elevado grau de vagueza e indefinição — mas isso deve-se à vagueza natural das crenças humanas e da força que lhes atribuímos na situação epistémica em que estamos, limitada e muito longe da omnisciência divina. Os seres humanos, como qualquer agente racional natural, encontram-se numa situação de limitação cognitiva: não têm acesso a todas as verdades; têm de se guiar pelo que lhes parece mais plausível, em igualdade de circunstâncias, e segundo o seu melhor juízo, à luz do que pensam saber. Mas não é possível “sair” das nossas crenças, do que pensamos saber, para a verdade em si. Uma afirmação é apenas verdadeira ou falsa, em si mesma; metafisicamente, em si mesma, uma afirmação não é plausível ou implausível. A plausibilidade é uma noção epistémica, que se refere ao nosso melhor juízo racional. Segundo o nosso melhor juízo, o universo começou com o Big Bang. Esta afirmação é muitíssimo plausível, epistemicamente falando. Mas do ponto de vista estritamente metafísico, ou a afirmação é verdadeira ou é falsa, não havendo lugar a plausibilidades.

Ora, na situação epistémica em que nos encontramos temos de continuar a poder pensar, apesar de não termos acesso a todas as verdades. Usamos por isso o nosso melhor juízo e trabalhamos com afirmações que, do nosso ponto de vista, têm diferentes graus de plausibilidade. Evidentemente, esta noção é vaga e contextual. Hoje em dia, a afirmação de que a Terra orbita em torno do Sol é uma verdade indubitável, ou tão perto disso quanto é possível no conhecimento empírico complexo e não imediato. Mas, há séculos atrás, era uma afirmação apenas plausível; e em certas situações epistémicas, terá sido uma afirmação implausível — porque não havia quaisquer razões a seu favor, e havia fortes razões a favor da ideia de que a Terra estava imóvel.

Mas esta variabilidade quanto ao que é mais ou menos plausível não acarreta o tosco e auto-refutante relativismo cognitivo, pois não afirma que todas as nossas crenças estão a par, cognitivamente, ainda que sejam inconsistentes entre si. Tudo o que se afirma é que, em situações de dúvida e de conhecimento imperfeito, temos de nos guiar pelo que consideramos mais ou menos plausível e que este guia não é infalível: podemos estar enganados, considerando plausível o que depois descobrimos ser uma falsidade, e vice-versa. Mas isto é evidentemente trivial: os seres humanos erram (e não é por serem humanos, mas porque qualquer agente racional natural erra — mas isto é outra história).

Aristóteles chamava “dialécticos” aos argumentos que não partem de verdades firmemente estabelecidas, mas antes do que consideramos mais ou menos plausível. E percebeu que estes argumentos têm a seguinte característica: a plausibilidade das suas conclusões é exactamente igual à plausibilidade da sua premissa menos plausível. É por isso que um argumento que parte de premissas implausíveis não é racionalmente persuasivo: pois para ser persuasivo teria de estabelecer a sua conclusão como plausível, mas, se parte de premissas implausíveis, só consegue estabelecer que a conclusão é implausível.

Mas poderá um argumento ser racionalmente persuasivo apesar de o grau de plausibilidade das suas premissas não ser superior ao grau de plausibilidade da sua conclusão? O caso mais forte a favor de uma resposta favorável é a possibilidade de as premissas e a conclusão partilharem o mesmo grau de plausibilidade, mas o agente em causa não se ter apercebido da plausibilidade da conclusão antes de apresentado o argumento, apesar de reconhecer, depois, que a conclusão é tão plausível quanto as premissas. Contudo, este caso não refuta a nossa ideia básica. Pois neste caso parece evidente que, antes de apresentado o argumento, a conclusão era, efectivamente, menos plausível para o agente, do que as premissas; e parece que o agente se deixou persuadir precisamente porque a conclusão não tinha para ele, nesse momento, o mesmo grau de plausibilidade das premissas. Que posteriormente o agente venha a considerar a conclusão tão plausível quanto as premissas é irrelevante; pois não foi nessa nova situação epistémica que o argumento original foi, para esse agente, persuasivo.

Considere-se outras objecções: imagine-se que alguém considera perfeitamente plausível a existência de Deus, e que considera também haver uma conexão entre a existência de Deus e o sentido da vida. Essa pessoa considerará que o modus ponens apresentado a favor do sentido da vida é persuasivo. Mas outra pessoa poderá considerar que o argumento não é persuasivo, por considerar que a questão de saber se a vida faz sentido ou não é menos problemática do que as questões de saber se Deus existe e se a sua existência está conectada com o sentido da vida. E assim caímos no relativismo cognitivo: para umas pessoas o argumento é persuasivo, para outras não é, e todos têm razão, apesar de terem perspectivas inconsistentes entre si.

A resposta a esta objecção é que nem tudo o que as pessoas consideram emocionalmente ou psicologicamente plausível é epistemicamente plausível. Quem considera que a existência de Deus é plausível, ou mais plausível do que o sentido da vida, tem de mostrar porquê; e suspeito que não há bons argumentos a favor de tal ideia. A plausibilidade epistémica não é um terreno firme, fundado na verdade das coisas em si; mas também não é uma fantasia psicológica, em que tudo vale. Quem achar que a existência de Deus é mais plausível do que a existência da Lua, está em pleno delírio, epistemicamente injustificável. Que há casos mais difíceis e discutíveis (como o do sentido da vida versus a existência de Deus), não duvido. Mas que tais casos nos lancem no relativismo cognitivo, parece-me falso.

Assim, podemos considerar razoavelmente estabelecida a ideia de que um argumento persuasivo é uma questão epistémica, ao passo que a validade é uma questão lógica e a verdade uma questão metafísica. Com esta distinção tripartida em mente podemos compreender melhor a ideia de força de um argumento.

Como é evidente, as expressões “argumento forte”, “argumento fraco”, “argumento mais fraco” ou “argumento mais forte” não são expressões especializadas; são expressões vagas, populares, que muitos filósofos usam sem lhes dar um significado preciso. Querem apenas dizer que alguns argumentos são mais ou menos persuasivos, e resvalam para o discurso qualitativo e contínuo, abandonando o discurso discreto típico da validade dedutiva, em que não há lugar para graus de validade. Muitas vezes, usam-se estes termos para qualificar os argumentos não dedutivos; mas usam-se também para qualificar os argumentos dedutivos válidos, cuja solidez é discutível porque as suas premissas são discutíveis — e neste caso um argumento dedutivo válido é tanto mais fraco quanto mais implausíveis forem as suas premissas. Por vezes usa-se ainda o termo “argumento fraco” para falar de argumentos pura e simplesmente inválidos, como uma espécie de caso-limite de argumentação fraca.

Ao regimentar de algum modo os termos acima apresentados, no quadro traçado do que caracteriza a persuasão racional de um argumento, corre-se o mesmo risco que qualquer acto desta natureza corre: poderá haver usos populares dos termos que não correspondam à regimentação proposta. Mas isso é um problema menor. Sem dúvida que é esclarecedor compreender o que caracteriza um argumento válido de modo a poder ser classificado como fraco ou forte consoante não apenas as suas premissas são ou não plausíveis, mas também consoante as suas premissas são ou não mais plausíveis do que a conclusão.

Com esta compreensão do que caracteriza a força persuasiva de um argumento torna-se clara a diferença entre argumentos e explicações. Numa explicação, não se exige a relação de plausibilidade entre “premissas” e “conclusão” que se exige num argumento. Aliás, numa explicação não há premissas nem conclusões: há apenas o que se quer explicar e o que se usa para o explicar. Contudo, é comum usar-se a forma linguística de um argumento, o que pode provocar confusões terríveis. Vejamos o seguinte exemplo de uma explicação:

Existem estações do ano nas latitudes elevadas porque o eixo da Terra está inclinado, o que provoca, juntamente com o movimento em torno do Sol, variações na intensidade com que os raios do Sol chegam à Terra.

Esta é uma boa explicação da existência de estações do ano na Terra. Mas podemos usar a forma linguística de um argumento, concluindo com “Existem estações do ano” e usando as outras orações como premissas. Se o fizermos, contudo, percebemos que a conclusão é muitíssimo mais plausível do que as premissas. E este é um padrão geral que observamos nas explicações: em geral, o que se quer explicar é algo que já conhecemos e que não é disputável, ao passo que para explicar tal fenómeno se recorre a elementos complexos de física ou outras disciplinas, muitíssimo menos plausíveis ou evidentes do que o fenómeno a explicar. Pense-se na explicação do ponto de ebulição da água; ou na explicação dos contágios; ou na explicação da queda dos corpos. Em todos estes casos deseja-se explicar algo que é evidente: um fenómeno óbvio, que não está em discussão, directamente observável. E o objectivo da explicação não é persuadir-nos de que tal fenómeno existe, mas antes explicar por que razão existe tal fenómeno.

O que provoca confusões complementares é o facto de as próprias explicações serem objecto de... argumentação. Como é evidente, nem todas as explicações servem; umas são melhores do que outras. E ao discutir explicações concorrentes temos de usar argumentos, pois não há outra forma de discutir racionalmente. Mas isto não é o mesmo do que usar explicações como se fossem argumentos; o que se discute nessas discussões é se a explicação A é melhor do que a B, e portanto os argumentos que se apresentam têm como conclusões coisas como “Logo, a explicação A é melhor do que a B”. E isto não é uma explicação; é um argumento.

Repare-se num fenómeno curioso: imagine-se que eu defendo uma dada explicação A, contra uma explicação concorrente B. E imagine-se que o meu argumento se baseia em premissas muitíssimo menos plausíveis do que as premissas a favor da explicação B. Qualquer pessoa dirá que a explicação B é melhor, precisamente porque o argumento a seu favor parte de premissas mais plausíveis.

Se pensarmos em tudo isto, não é muito difícil concluir que o tipo de lógica avançada por Aristóteles era mais adequada para controlar a inferência explicativa do que a inferência argumentativa. Pois o silogismo típico parte de princípios gerais, mais discutíveis do que as verdades particulares a que chega. Vejamos o exemplo clássico de silogismo:

Todos os homens são mortais.
Sócrates é um homem.
Logo, Sócrates é mortal.

A mortalidade de Sócrates é muitíssimo mais evidente do que a primeira premissa: é muito mais difícil provar que todos os homens são mortais do que provar que Sócrates é mortal. Sem dúvida que ninguém se deixa convencer que Sócrates é mortal com um argumento deste género, precisamente porque essa pessoa irá colocar em causa a primeira ou a segunda premissa. Mas este tipo de silogismo apresenta um modelo de explicação científica: explicamos um fenómeno conhecido (a mortalidade de Sócrates) recorrendo a um princípio geral (que deveremos ter previamente estabelecido por outros meios) e a um facto relevante sobre o fenómeno que queremos explicar.

É verdade que, se formos puristas, temos de admitir que a lógica de Aristóteles não estava realmente concebida para lidar com premissas como a segunda, que não é, estritamente falando, uma universal, considerando-se artificiosamente uma universal só para a podermos usar neste tipo de lógica. Mas se em vez de uma premissa com um nome próprio tivermos uma particular, ficamos com o mesmo resultado: uma conclusão particular é em geral muito mais plausível do que uma premissa universal sobre o mesmo domínio do conhecimento — pois é mais plausível, por exemplo, que alguns corvos são pretos do que a ideia de que todos os corvos são aves.

Em conclusão, nem a validade nem a solidez dão conta, por si só, da argumentação persuasiva. A validade é um conceito exclusivamente lógico; a verdade das premissas, necessária para estabelecer a solidez de um argumento, é um conceito metafísico; e a argumentação persuasiva é um conceito epistémico. Evidentemente que há relações entre os três domínios, mas confundi-los provoca incompreensões graves, nomeadamente relativas à diferença entre argumentação e explicação. Assim, o conceito de argumento bom ou forte ultrapassa o domínio estrito da lógica formal, caindo no domínio da lógica informal, tal como acontece com o conceito de falácia. Do ponto de vista estritamente lógico, da lógica formal, um argumento é válido ou inválido, sem haver lugar a falácias, que são argumentos inválidos que parecem válidos quando os agentes estão em certas condições cognitivas. O conceito de falácia é assim parcialmente psicológico. Se o conceito de falácia é ou não epistémico, como o conceito de argumento forte ou bom, é algo que deixo para segundas núpcias. Em qualquer dos casos, não é um conceito que pertença ao domínio da lógica formal; tal como o conceito de argumento bom ou forte, pertence ao domínio da lógica informal, que tem em conta as condições epistémicas dos agentes cognitivos.

Desidério Murcho
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