Palavra e Objeto

Filosofia da linguagem

A filosofia da linguagem é a disciplina que tenta, em geral, compreender as componentes de uma linguagem efectivamente usada, a relação que o locutor competente tem com os seus elementos e a relação que estes têm com o mundo. A disciplina abrange portanto a divisão tradicional da semiótica em sintaxe, semântica e pragmática. A filosofia da linguagem tem, assim, pontos de contacto com a filosofia da mente, visto que precisa de uma explicação das características do nosso entendimento que nos permitem usar a linguagem. Tem também pontos de contacto com a investigação metafísica da verdade e com a relação entre signo e objecto. Grande parte da produção filosófica, especialmente no século XX, tem sido guiada pela crença de que a filosofia da linguagem é a base fundamental de todos os problemas filosóficos, na medida em que a linguagem é o exercício característico da mente e o modo característico pelo qual damos forma às nossas crenças metafísicas. Os problemas da forma lógica e da justificação da distinção entre sintaxe e semântica, bem como o problema de compreender o número e a natureza de relações especificamente semânticas como as de significado, referência, predicação e quantificação, são alguns dos tópicos específicos da disciplina. A pragmática inclui a teoria dos actos de fala, enquanto os problemas de seguir uma regra e da indeterminação da tradução são tratados quer na filosofia da pragmática quer na filosofia da semântica. (Simon Blackburn, Dicionário Oxford de Filosofia)

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