Introdução à Filosofia da Ciência
7 de Dezembro de 2013 ⋅ Filosofia da ciência

A ciência como uma actividade, de Lisa Bortolotti

A ideia com que ficamos quando consideramos em pormenor as questões metodológicas, epistemológicas, ontológicas e éticas respeitantes à prática da ciência é a de uma continuidade entre a investigação científica e as outras actividades humanas. E aqui apenas entrevimos os muitos debates que põem em questão o estatuto especial da ciência. Poderemos realmente assinalar o que faz de uma actividade humana um exemplo de investigação científica? Quando os cientistas defendem uma hipótese particular, será que empregam estratégias argumentativas que não são acessíveis aos filósofos ou aos leigos?

Introdução à Filosofia da Ciência
6 de Dezembro de 2013 ⋅ Filosofia Aberta

Introdução à Filosofia da Ciência, de Lisa Bortolotti

Poucas áreas da produção humana têm sido tão bem-sucedidas como a ciência. Os seus resultados manifestam-se em praticamente todos os aspectos da nossa vida quotidiana, tanto nos mais insignificantes como nos mais centrais e importantes. Porém, não tem sido fácil dizer o que há de tão especial na ciência para explicar de forma satisfatória tais resultados. Este livro apresenta uma introdução viva e acessível aos mais importantes temas e debates da actualidade nesta área.

Introdução à Teoria do Conhecimento
6 de Julho de 2013 ⋅ Filosofia Aberta

Introdução à Teoria do Conhecimento, de Dan O'Brien

A teoria do conhecimento, ou epistemologia, é, juntamente com a metafísica, uma das disciplinas centrais da filosofia, a ela se dedicando muitos dos mais importantes filósofos de todos os tempos, como Platão, Descartes, Locke, Hume, Kant, Russell e outros. Nesta introdução à teoria do conhecimento, o autor faz muito mais do que simplesmente apresentar as ideias desses filósofos sobre problemas tão debatidos como a própria definição de conhecimento, as suas fontes e possibilidade, além da justificação das nossas crenças.

Filosofia ao Vivo
30 de Abril de 2013 ⋅ Filosofia

Filosofia ao Vivo, de Desidério Murcho

Nelson Gonçalves Gomes

O avassalador progresso das ciências naturais ao longo dos séculos XIX e XX trouxe para muitos a convicção de que a filosofia estaria obsoleta, depois de perder os seus temas de outrora para as novas formas de conhecimento. Ao fim e ao cabo, o que restaria à metafísica após o surgimento da física, da química e da biologia, o que sobraria à ética após a instituição das ciências sociais, o que caberia à teoria do conhecimento após a chegada da psicologia? Este ceticismo, porém, não é aplicável à história da filosofia...

Deus, a Liberdade e o Mal
30 de Abril de 2013 ⋅ Filosofia da Religião

Deus, a Liberdade e o Mal, de Alvin Plantinga

Este livro discute e exemplifica a filosofia da religião, ou seja, a reflexão filosófica sobre temas centrais da religião. A reflexão filosófica sobre estes temas (que não difere muito do simples pensamento árduo) tem uma história longa: remonta pelo menos ao séc. V a.C., quando alguns gregos pensaram longa e arduamente sobre a religião que haviam recebido dos seus antecessores. Na era cristã, essa reflexão filosófica começa no primeiro ou segundo século com os primeiros padres da igreja, ou a “Patrística”, como se lhes chama muitas vezes; e tem continuado desde então.

O Que é a Arte?
24 de Abril de 2013 ⋅ Filosofia Aberta

O Que é a Arte?, de Lev Tolstói

A obra de Tolstói como romancista dispensa apresentações. Porém, o auto russo foi muito mais do que um grande romancista, dedicando a parte final da sua vida ao ensaísmo filosófico. O Que é a Arte? é talvez o ponto mais alto da sua reflexão filosófica, tendo levado cerca de quinze anos a escrever, o que mostra a importância que o próprio autor dava ao tema. Como ele mesmo refere, a arte é uma coisa séria; não é uma mera questão de beleza, e ainda menos de divertimento ou de obtenção de prazer. A arte autêntica é acessível a todos e define-se, segundo Tolstói, pela sua capacidade para comunicar sentimentos que contribuem para a união das pessoas...

O Nomear e A Necessidade
7 de Novembro de 2012 ⋅ Filosofia Aberta

O Nomear e A Necessidade, de Kripke

Este livro é constituído por um conjunto de três palestras, proferidas sem qualquer suporte escrito, no início de 1970 na Universidade de Princeton, quando Saul A. Kripke tinha apenas 29 anos. A sua publicação em livro ocorreu alguns anos mais tarde, com base na gravação então realizada, e para a qual o autor acabou por escrever um prefácio. Entretanto, o impacto dessas palestras na discussão filosófica subsequente era já bastante notório, sobretudo nos domínios da metafísica e da filosofia da linguagem, trazendo também contributos importantes para a filosofia da mente, para a filosofia da ciência e até, embora mais indirectamente, para a epistemologia.

Filosofia: Uma Introdução por Disciplinas
30 de Outubro de 2012 ⋅ Filosofia

Filosofia: Uma Introdução por Disciplinas, org. Pedro Galvão

Este livro resulta de um projecto enquadrado nas actividades da Sociedade Portuguesa de Filosofia. Foi entre os seus sócios que se formou a equipa inicial de autores, que posteriormente se alargou e internacionalizou. Os autores partilham o objectivo de conceber um guia de estudo para a filosofia estruturado tematicamente — i.e., em função de questões, perspectivas e argumentos, sem qualquer preocupação primariamente histórica. Nos onze capítulos que compõem o presente volume, encontramos assim um mapa conceptual da filosofia que abrange não só as suas disciplinas principais...

Pensar de A a Z
15 de Setembro de 2012 ⋅ Filosoficamente

Pensar de A a Z, de Nigel Warburton

Desidério Murcho

“Pensamento crítico” e “lógica informal” são designações dadas ao estudo dos vários aspectos que tornam um argumento ou raciocínio adequado ou não (o que é diferente, como veremos, dos aspectos psicológicos ou outros que fazem as pessoas aceitar ou não um argumento ou raciocínio). Por razões que explico no prefácio à edição portuguesa de Uma Pequena História da Filosofia, de Warburton (Edições 70, 2012), a lógica tem má-fama desde a revolta dos modernos contra o ensino medieval.

Música, de Edward Burne-Jones
17 de Maio de 2011 ⋅ Opinião

A Crítica despede-se

Desidério Murcho

Nascido em 1997 como um mero site pessoal chamado desidério@net (numa altura em que não havia ainda blogs, que tornaram fácil a qualquer pessoa publicar textos na Internet), o que hoje é a Crítica chega agora ao fim, quinze anos depois da sua fundação.

Scientific Realism
17 de Maio de 2012 ⋅ Filosofia da ciência

Em defesa do realismo científico

Stathis Psillos

Até agora tenho oferecido argumentos contra o empirismo redutivo, contra várias versões de instrumentalismo, tanto do tipo eliminativo quanto do tipo duheniano (não-eliminativo). Vimos que a chamada “via de Ramsey” não oferece um compromisso estável e satisfatório entre o realismo e o instrumentalismo. Por isso, a única alternativa é adotar uma atitude realista frente às entidades inobserváveis postuladas por nossas melhores teorias. Se o realismo semântico for adotado, então teremos uma resposta simples à pergunta: como é o mundo de acordo com uma determinada teoria científica?

Legumes à Venda,de Alistair Williamson
17 de Maio de 2012 ⋅ Metafísica

Sobre a regressão infinita de Russell contra o nominalismo de semelhança

Lucas Miotto Lopes

Meu objetivo neste ensaio é criticar duas respostas ao argumento de Russel contra o nominalismo de semelhança e indicar quais são os requisitos que uma resposta satisfatória deve conter. Para isso procedo da seguinte forma...

An Introduction to Contemporary Meta-Ethics
17 de Maio de 2012 ⋅ Ética

O quasi-realismo de Blackburn

Alexander Miller

No capítulo anterior observei os problemas do emotivismo e o discuti em termos da metáfora da projeção. O emotivismo é uma versão do projetivismo. O quasi-realismo de Blackburn também é uma versão do projetivismo explicitamente produzida para fazer face aos problemas levantados contra o emotivismo. Mas qual a diferença entre um mero projetivista e um quasi-realista? O quê o quasi-realismo acrescenta ao projetivismo? Blackburn explica a distinção como se segue...

Eratos, de Mark Lovett
17 de Maio de 2012 ⋅ Opinião

Censura brasileira contemporânea

Aluízio Couto

O Brasil, durante 20 anos, foi uma ditadura militar. Como em toda ditadura, uma das primeiras liberdades cassadas no país foi a de imprensa. O procedimento era simples: os militares enviavam censores às redações dos principais jornais. Ao fim do expediente, o censor passava os olhos no jornal já pronto...

Ceticismo e naturalismo
17 de Maio de 2012 ⋅ Epistemologia

Ceticismo, naturalismo e argumentos transcendentais

P. F. Strawson

O termo “naturalismo” tem um uso elástico. O fato de ter sido aplicado à obra de filósofos com tão pouco em comum quanto Hume e Spinoza é suficiente para sugerir a necessidade de se distinguir entre variedades de naturalismo. Nos próximos capítulos, estabelecerei uma distinção entre duas principais variedades, dentro das quais existem subvariedades. Dessas duas principais variedades, uma poderia ser denominada naturalismo estrito ou reducionista...

Constructive Empiricism
17 de Maio de 2012 ⋅ Filosofia da ciência

Acerca do empirismo construtivo

Paul Dicken

Deveriam os cientistas acreditar em tudo aquilo que dizem? Deveriam eles acreditar nas afirmações de suas teorias científicas bem desenvolvidas e na existência das coisas microscópicas exóticas que dizem agora popular os alcances inobserváveis da realidade? Ou uma atitude mais modesta perante a investigação científica seria preferível? Numa primeira reflexão, há certamente uma forte intuição de que as nossas teorias científicas atuais são (pelo menos aproximadamente) verdadeiras: afinal, a prática científica contemporânea é enormemente bem-sucedida...

O Encheirídion de Epicteto
15 de Maio de 2012 ⋅ História da filosofia

O Encheirídion de Epicteto, de Arriano

Aldo Dinucci

Acabamos de lançar, pelo editorial Prometeus, a edição bilíngue do Encheirídion de Epicteto, obra do aluno de Epicteto (55-135) e cidadão romano de origem grega Lúcio Flávio Arriano de Nicomédia (86-160). Tal tradução, produzida por Aldo Dinucci (doutor em filosofia pela PUC-RJ e professor associado do Departamento de Filosofia da UFS) e Alfredo Julien (doutor em história pela USP e professor adjunto do Departamento de História da UFS), foi parcialmente financiada...

An Essay on Free Will
14 de Maio de 2012 ⋅ Metafísica

An Essay on Free Will, de van Inwagen

Pedro Merlussi

Há certa tensão entre duas de nossas crenças mais razoáveis: a crença de que temos livre-arbítrio e a crença de que o determinismo é verdadeiro. O determinismo é a tese de que o passado mais as leis da natureza determinam um futuro único. Por exemplo, se o determinismo é verdadeiro, a caneta que acabei de soltar está determinada a cair, dado o passado mais as leis da natureza. Quanto ao livre-arbítrio, é difícil dizer algo consensual, mas comumente se aceita que uma condição necessária para ter livre-arbítrio é poder se decidir de outro modo.

O Dia do Juízo, de Edward Burne-Jones
14 de Maio de 2012 ⋅ Ética

Eutanásia voluntária e o argumento do declive escorregadio

Aluízio Couto

Este trabalho trata de um aspecto relativo ao debate sobre a legalização da eutanásia voluntária: o uso de argumentos do tipo declive escorregadio com o objetivo se de opor à legalização da prática. Minha intenção principal é a de defender que um argumento desse tipo usado contra a legalização, argumento este presente na obra do filósofo David S. Oderberg (2009), não é persuasivo. Não se trata, no entanto, do único argumento dele contra a legalização...

Walter Benjamin
30 de Abril de 2012 ⋅ Teses de filosofia

O Salto do Novo, de Luís Raposo Pena

Como acontece o novo? Não o novo da combinatória de elementos pré-existentes ou da inovação técnica, mas o absoluto da novidade, o “aqui e agora”, sem nome e sem forma, que se manifesta na apresentação de mundo. Este é o propósito desta dissertação: tentar pensar o novo. A aproximação que efectuamos parte da valorização do texto de juventude de Walter Benjamin, datado de 1917, “Sobre a Pintura ou Sinal e Mancha”. Com base nos conceitos radicais aí apresentados de mancha e sinal, que consideraremos como marcas do “aparecimento”, defenderemos que o novo é manifestado através de uma mancha...

António Damásio
14 de Abril de 2012 ⋅ Teses de filosofia

A Superação do Dualismo Cartesiano, de Barbosa de Sousa

A presente dissertação divide-se em duas partes. Na primeira parte, é exposta a crítica de António Damásio ao dualismo cartesiano no que se refere à influência deste dualismo nas concepções e práticas médicas ocidentais bem como as consequências para a compreensão da doença e da prática da medicina. Na segunda parte, são abordadas outras concepções de autores não dualistas que afirmam a incorporação da mente: Francisco Varela, George Lakoff e Edith Stein.

O Progresso e seus Problemas
5 de Abril de 2012 ⋅ Filosofia da ciência

O Progresso e seus Problemas, de Laudan

Tamires Dal Magro

Originalmente publicado em 1977, temos agora à disposição em português O Progresso e seus Problemas, de Larry Laudan. Escrito no contexto das discussões acerca da racionalidade e objetividade da ciência geradas pela publicação de A Estrutura das Revoluções Científicas (1962), de Thomas Kuhn, o livro de Laudan contribuiu para avançar o debate em filosofia da ciência sobre critérios de escolhas entre teorias rivais e sobre a noção de progresso científico. A obra é composta por duas partes, com sete capítulos ao todo.

Jürgen Habermas
21 de Março de 2012 ⋅ Teses de filosofia

Esfera Pública em Habermas, de Jorge Adriano Lubenow

A presente tese tem o objetivo de fazer uma leitura reconstrutiva de um tema fundamental explorado por Jürgen Habermas: a categoria de “esfera pública”. Este tema da esfera pública é examinado no contexto da passagem entre o universo teórico de Strukturwandel der Öffentlichkeit (1962) e Theorie des kommunikativen Handelns (1981) em relação àquele de Faktizität und Geltung (1992). Nesta transição, Habermas reformula uma série de questões introduzidas nas suas investigações anteriores...

Real Conditionals
20 de Março de 2012 ⋅ Filosofia da linguagem

Real Conditionals, de William G. Lycan

Matheus Silva

O filósofo tradicional faz teorias sobre as frases condicionais do seguinte modo: primeiro, considera alguns exemplos de frases condicionais; em seguida, tem um insight sobre algum princípio geral capaz de revelar algo sistemático subjacente a esses exemplos; por fim, procura reformular ou defender esse princípio diante das frases que parecem escapar ou contradizer a sua explicação. Essa é a posição adotada por autores como Frank Jackson, Ernest Adams e Robert Stalnaker.

A Disputa de S. Estêvão, de Paolo Ucello
7 de Março de 2012 ⋅ Estética

A inimportância do avant-garde

Nick Zangwill

Será que a arte avant-garde tem uma importância especial para a filosofia da arte?1 Evidentemente, alguma arte avant-garde pode ser intrinsecamente interessante. Talvez os filósofos possam reflectir sobre o significado e valor dessas obras. Algumas podem mesmo levantar questões filosóficas.

Margarida Colorida, de Gabriella Fabbri
1 de Março de 2012 ⋅ Ética

Homossexualidade e lei

Luís Veríssimo

O texto que se segue mostra o contributo da filosofia para o esclarecimento e solução de problemas reais — como, neste caso, os problemas associados à legislação sobre o casamento e a adopção por parte de casais de pessoas do mesmo sexo. Estes dois problemas podem ser formulados do seguinte modo...

29 de Fevereiro de 2012 ⋅ Opinião

A divisão analítico-continental

Gary Gutting

Muitos filósofos de departamentos americanos de marcada importância são especialistas em metafísica: o estudo dos aspectos mais gerais da realidade, como o ser e o tempo. A obra principal de um dos mais proeminentes filósofos do séc. XX, Martin Heidegger, é Ser e Tempo, um estudo profundo destes dois tópicos.

Pascal Engel
27 de Fevereiro de 2012 ⋅ Opinião

Má filosofia analítica

Pascal Engel

Os filósofos analíticos, na sua maior parte, concordam que a filosofia deve satisfazer certos requisitos mínimos: deve ser clara, precisa, bem argumentada, apresentando uma tese explícita e exemplificando o princípio de que a verdade emerge mais prontamente do erro do que da confusão. Todos concordam que deve também ser interessante, relevante, razoavelmente original, rigorosa, e que deve avançar propostas teóricas ou críticas sobre os problemas e enigmas que têm dado forma à tradição analítica...

Evolution
23 de Fevereiro de 2012 ⋅ Livros

Evolution, de Stephen Baxter

Desidério Murcho

Apesar de se tratar de um livro de ficção científica, podemos e devemos ler Evolution como um maravilhoso livro de divulgação científica — claramente na linha, aliás, do magnífico Os Dragões do Éden, do malogrado Carl Sagan. A ambição é imensa: apresentar toda a história da vida na Terra, com especial ênfase nos seres humanos. Mas Baxter acaba por ir mais longe ainda, e apresenta a história do próprio planeta Terra — da sua origem à sua extinção. A compreensão profunda que Baxter tem das ciências relevantes — biologia evolucionista, geotectónica, climatologia, astronomia — tornam este livro uma leitura extraordinariamente informativa...

Jardim Público, de Jean-Louis Forain
18 de Fevereiro de 2012 ⋅ Filosofia política

Terá Rawls refutado o utilitarismo?

Sagid Salles

Em 1971 era publicada uma obra que se tornaria muito importante nas discussões de filosofia política. O nome dessa obra é Uma Teoria da Justiça e seu autor John Rawls. Ao longo das aproximadas seiscentas páginas do livro, Rawls apresenta e defende a perspectiva que chamou de “Justiça como Equidade”. Rawls considera, e menciona-o logo no prefácio (tanto da edição original como da revista), que a sua teoria pretende ser uma alternativa à teoria utilitarista.

Conditionals
15 de Fevereiro de 2012 ⋅ Filosofia da linguagem

Conditionals, de Michael Woods

Matheus Silva

Esta é uma obra póstuma: é um fragmento do que seria um dos capítulos de um livro sobre lógica filosófica em que Michael Woods trabalhava por ocasião de sua morte em Abril de 1993. O material foi transcrito por John Foster e editado por David Wiggins. O livro contém oito capítulos, seguidos de comentários de Dorothy Edgington, além de um obituário, um curriculum vitae e a bibliografia de Woods. O capítulo 1 faz uma breve taxonomia de condicionais. Há diferentes tipos de frases condicionais.

The Fabric of Reality
3 de Fevereiro de 2010 ⋅ Filosofia da ciência

A teoria de tudo

David Deutsch

Lembro-me de me ser dito, quando era criança, que em tempos idos era ainda possível a uma pessoa de muita instrução saber tudo o que se sabia. Foi-me igualmente dito que hoje em dia sabe-se tanto que não era concebível que alguém soubesse mais do que uma diminuta fracção disso, ainda que numa vida longa. A última proposição surpreendeu-me e fez-me ficar desapontado. Na verdade, recusei-me a acreditar nisso. Não sabia como justificar a minha descrença. Mas sabia que não queria que as coisas fossem dessa maneira, e invejei os estudiosos de outros tempos.

Dicionário de Filosofia
10 de Fevereiro de 2012 ⋅ História da filosofia

John Stuart Mill

Alan Ryan

John Stuart Mill nasceu em Londres em 1806, filho de James Mill, e foi filósofo, economista e alto funcionário da Companhia das Índias Orientais. Em Autobiography (1873) (Autobiografia 2007), que escreveu nos seus últimos anos, Mill apresentou uma descrição vívida e comovente da sua vida, em especial da sua extraordinária educação. Teve uma carreira activa como administrador da Companhia das Índias Ocidentais, da qual se aposentou apenas quando as funções administrativas da Companhia foram assumidas pelo governo britânico, na sequência do Motim de 1857.

The Cambridge Companion to Logical Empiricism
2 de Fevereiro de 2012 ⋅ Filosofia da ciência

“Esse gênero de imagem quotidiana do positivismo lógico”

Alan Richardson

No século XXI ninguém é empirista lógico.1 É certo que há não poucos filósofos cujo trabalho se assemelha em aspectos relevantes ao trabalho dos empiristas lógicos e que, de fato, se tivesse sido feito na década de 1950, seria um trabalho empirista lógico. Mas ninguém apresenta tal trabalho sob a rubrica “empirismo lógico”. Na verdade, ninguém poderia tentar fazer tal coisa de maneira plausível — ser um empirista lógico não é realmente uma opção viva para um filósofo do século XXI.2