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Pense, de Simon Blackburn
Julho de 2001 · Filosofia Aberta

Pense: Uma introdução à filosofia, de Simon Blackburn
Tradução de António Infante, António Paulo da Costa, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Maria de Fátima St. Aubyn, F. J. Azevedo Gonçalves e Paulo Ruas
Revisão científica de Pedro Santos e Desidério Murcho
Gradiva, Junho de 2001, 320 pp.
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Críticas: Revista Livros · Jornal Público

Apresentação

Que têm Woody Allen, Chekhov, Goya e Voltaire em comum com Descartes, Hume, Kant e Leibniz? Será a filosofia só jogos de palavras e confusões? Mas como podemos pensar claramente sobre o universo e nós próprios? Sobre a verdade e a ilusão, sobre a consciência e a lógica, sobre a ética e o nosso lugar no universo, sobre Deus e a ciência? Qual é a importância das ideias e do pensamento?

Pense é uma viagem maravilhosa ao mundo da filosofia, que nos mostra o papel fundamental que esta disciplina tem para uma compreensão mais completa e rica do universo e dos seres humanos. Eis alguns dos temas abordados nesta obra:

  • Poderemos realmente conhecer alguma coisa com segurança, ou é tudo um mar de dúvidas?
  • O que é a consciência? Será que temos uma alma imortal? Ou somos apenas um produto das leis da natureza?
  • Seremos realmente livres, ou estará tudo determinado pelas leis da natureza? Ou haverá maneira de sermos livres apesar de tudo depender das leis da natureza?
  • O corpo é meu, o cérebro é meu e os pensamentos são meus — mas onde está o eu que é proprietário disso tudo? O que é o eu? Será que é apenas uma ilusão?
  • E que dizer de Deus e da religião? Será que Deus existe? E os milagres? Será que a fé está para além do pensamento?
  • O que é a lógica? Serve para alguma coisa? E as probabilidades? Como pode a lógica ajudar-nos a compreender melhor o mundo?
  • Será o mundo como a ciência diz que é? Mas como é o mundo que a ciência descreve?
  • Como podemos tomar melhores decisões na nossa vida? Como poderemos encarar-nos como seres humanos sem nos tornarmos meros objectos que obedecem às leis inexoráveis da natureza? Será que tudo é relativo?

Pense é uma obra para quem quer pensar sobre as grandes questões. Escrita num estilo despretensioso e claro, é um best-seller que nos cativa, intriga e faz pensar, devolvendo à filosofia a discussão inteligente, clara e estimulante de ideias. Leitura essencial para qualquer cidadão que queira compreender melhor o universo em que se encontra e o seu lugar nele, é uma obra fundamental para a tão necessária renovação do ensino da filosofia em Portugal.

Simon Blackburn
Simon Blackburn

Sobre o autor

Simon Blackburn é Professor de Filosofia na Universidade de Cambridge e um dos mais reputados filósofos contemporâneos. Foi director da Mind, a mais prestigiada revista internacional de filosofia, de 1984 a 1990, e Fellow e Tutor do Pembroke College de Oxford. É autor de Spreading the Word (1984), Essays in Quasi-Realism (1993) e Ruling Passions: A Theory of Practical Reasoning (1998), além do Dicionário de Filosofia (1994), publicado na Filosofia Aberta, e mais recentemente de Pense (1999), publicado na mesma colecção e Being Good (2001), uma brilhante introdução à ética. As teorias defendidas por Simon Blackburn são tema corrente de discussão na bibliografia especializada, sobretudo a sua teoria da razão prática e as suas posições quase-realistas em ética, epistemologia e metafísica. Apesar da sua estatura como filósofo — ou talvez por isso mesmo — interessa-se fortemente pela divulgação da filosofia a um público mais vasto: nas suas próprias palavras "A filosofia deve descer à rua" (entrevista ao Público). Visite a homepage de Simon Blackburn.

Índice

Prefácio
Introdução

Sobre que havemos de pensar? · Qual é o interesse?

1 Conhecimento

Perder o mundo · O génio maligno · Cogito, ergo sum · Motivações, questões · O esquivo «eu» · Ideias claras e distintas · O argumento da marca · O círculo cartesiano · Fundamentos e redes · Cepticismos localizados · A moral da história

2 Mente

O fantasma na máquina · Mortos-vivos e mutantes · Locke, Leibniz e o bel-prazer de Deus · A análise · Um modelo científico · Espectros invertidos: linguagens privadas · Pensamento

3 livre-arbítrio

As grilhetas do destino · Figueiras e quedas de água · Auto-domínio · Bonecos e marcianos · Obsessões e Twinkies · Objectivar pessoas · Destino, oráculos e morte · Flexibilidade e dignidade

4 O eu

Uma alma imortal? · Carvalhos e navios · Almas e bolas elásticas · O militar corajoso · O eu como feixe · O eu como princípio organizador · Delírios da imaginação · Misturar almas

5 Deus

Crenças e outras coisas · O argumento de S. Anselmo: a mulher dos nossos sonhos e perus · Elefantes e tartarugas · O arquitecto sábio · O problema do mal · Milagres e testemunho · Infini-rien · Emoção e vontade de acreditar

6 Raciocínio

Um pouco de lógica · Tabelas de verdade · Não há que ter medo · Linguagem e lógica · Raciocínios plausíveis · A lotaria da Harpa de Ouro · Coisas hipotéticas · Explicações e paradigmas

7 O mundo

Cores, cheiros, sons, sensações e gostos · Um robusto bom senso · Os problemas de Berkeley · Forças, campos e coisas · Coletes-de-Forças e leis · A revolução de Kant · Os olhos de quem a vê · Regras, universais

8 O que fazer

Preocupações reais · A voz interior · Verdade e bondade · Bons maus sentimentos · Raciocínio prático · Coerência, objectividade, imaginação · Relativismo · Despedida

Bibliografia
Glossário inglês-português
Índice analítico
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