A importância das ideias
Tradução de António Infante, António Paulo da Costa, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Maria de Fátima St. Aubyn, F. J. Azevedo Gonçalves e Paulo Ruas
Revisão científica de Pedro Santos e Desidério Murcho
Gradiva, Junho de 2001, 320 pp.
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Que têm Woody Allen, Chekhov, Goya e Voltaire em comum com Descartes, Hume, Kant e Leibniz? Será a filosofia só jogos de palavras e confusões? Mas como podemos pensar claramente sobre o universo e nós próprios? Sobre a verdade e a ilusão, sobre a consciência e a lógica, sobre a ética e o nosso lugar no universo, sobre Deus e a ciência? Qual é a importância das ideias e do pensamento?
Pense é uma viagem maravilhosa ao mundo da filosofia, que nos mostra o papel fundamental que esta disciplina tem para uma compreensão mais completa e rica do universo e dos seres humanos. Eis alguns dos temas abordados nesta obra:
- Poderemos realmente conhecer alguma coisa com segurança, ou é tudo um mar de dúvidas?
- O que é a consciência? Será que temos uma alma imortal? Ou somos apenas um produto das leis da natureza?
- Seremos realmente livres, ou estará tudo determinado pelas leis da natureza? Ou haverá maneira de sermos livres apesar de tudo depender das leis da natureza?
- O corpo é meu, o cérebro é meu e os pensamentos são meus — mas onde está o eu que é proprietário disso tudo? O que é o eu? Será que é apenas uma ilusão?
- E que dizer de Deus e da religião? Será que Deus existe? E os milagres? Será que a fé está para além do pensamento?
- O que é a lógica? Serve para alguma coisa? E as probabilidades? Como pode a lógica ajudar-nos a compreender melhor o mundo?
- Será o mundo como a ciência diz que é? Mas como é o mundo que a ciência descreve?
- Como podemos tomar melhores decisões na nossa vida? Como poderemos encarar-nos como seres humanos sem nos tornarmos meros objectos que obedecem às leis inexoráveis da natureza? Será que tudo é relativo?
Pense é uma obra para quem quer pensar sobre as grandes questões. Escrita num estilo despretensioso e claro, é um best-seller que nos cativa, intriga e faz pensar, devolvendo à filosofia a discussão inteligente, clara e estimulante de ideias. Leitura essencial para qualquer cidadão que queira compreender melhor o universo em que se encontra e o seu lugar nele, é uma obra fundamental para a tão necessária renovação do ensino da filosofia em Portugal.
Sobre o autor
Simon Blackburn é Professor de Filosofia na Universidade de Cambridge e um dos mais reputados filósofos contemporâneos. Foi director da Mind, a mais prestigiada revista internacional de filosofia, de 1984 a 1990, e Fellow e Tutor do Pembroke College de Oxford. É autor de Spreading the Word (1984), Essays in Quasi-Realism (1993) e Ruling Passions: A Theory of Practical Reasoning (1998), além do Dicionário de Filosofia (1994), publicado na Filosofia Aberta, e mais recentemente de Pense (1999), publicado na mesma colecção e Being Good (2001), uma brilhante introdução à ética. As teorias defendidas por Simon Blackburn são tema corrente de discussão na bibliografia especializada, sobretudo a sua teoria da razão prática e as suas posições quase-realistas em ética, epistemologia e metafísica. Apesar da sua estatura como filósofo — ou talvez por isso mesmo — interessa-se fortemente pela divulgação da filosofia a um público mais vasto: nas suas próprias palavras "A filosofia deve descer à rua" (entrevista ao Público).
Índice
PrefácioIntrodução
1 ConhecimentoSobre que havemos de pensar? ⋅ Qual é o interesse?
2 MentePerder o mundo ⋅ O génio maligno ⋅ Cogito, ergo sum ⋅ Motivações, questões ⋅ O esquivo “eu” ⋅ Ideias claras e distintas ⋅ O argumento da marca ⋅ O círculo cartesiano ⋅ Fundamentos e redes ⋅ Cepticismos localizados ⋅ A moral da história
3 livre-arbítrioO fantasma na máquina ⋅ Mortos-vivos e mutantes ⋅ Locke, Leibniz e o bel-prazer de Deus ⋅ A análise ⋅ Um modelo científico ⋅ Espectros invertidos: linguagens privadas ⋅ Pensamento
4 O euAs grilhetas do destino ⋅ Figueiras e quedas de água ⋅ Auto-domínio ⋅ Bonecos e marcianos ⋅ Obsessões e Twinkies ⋅ Objectivar pessoas ⋅ Destino, oráculos e morte ⋅ Flexibilidade e dignidade
5 DeusUma alma imortal? ⋅ Carvalhos e navios ⋅ Almas e bolas elásticas ⋅ O militar corajoso ⋅ O eu como feixe ⋅ O eu como princípio organizador ⋅ Delírios da imaginação ⋅ Misturar almas
6 RaciocínioCrenças e outras coisas ⋅ O argumento de S. Anselmo: a mulher dos nossos sonhos e perus ⋅ Elefantes e tartarugas ⋅ O arquitecto sábio ⋅ O problema do mal ⋅ Milagres e testemunho ⋅ Infini-rien ⋅ Emoção e vontade de acreditar
7 O mundoUm pouco de lógica ⋅ Tabelas de verdade ⋅ Não há que ter medo ⋅ Linguagem e lógica ⋅ Raciocínios plausíveis ⋅ A lotaria da Harpa de Ouro ⋅ Coisas hipotéticas ⋅ Explicações e paradigmas
8 O que fazerCores, cheiros, sons, sensações e gostos ⋅ Um robusto bom senso ⋅ Os problemas de Berkeley ⋅ Forças, campos e coisas ⋅ Coletes-de-Forças e leis ⋅ A revolução de Kant ⋅ Os olhos de quem a vê ⋅ Regras, universais
BibliografiaPreocupações reais ⋅ A voz interior ⋅ Verdade e bondade ⋅ Bons maus sentimentos ⋅ Raciocínio prático ⋅ Coerência, objectividade, imaginação ⋅ Relativismo ⋅ Despedida
Glossário inglês-português
Índice analítico

