Sobre a Liberdade
29 de Setembro de 2006 ⋅ Filosofia política

Defesa da liberdade

Sobre a Liberdade, de John Stuart Mill
Tradução, introdução e notas de Pedro Madeira
Revisão de Desidério Murcho
Lisboa: Edições 70, 2006, 195 pp.
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Esta obra apresenta a defesa clássica da posição de que o estado deve evitar ao máximo interferir na vida das pessoas, e foi muito influente tanto na filosofia política do século XX, como na própria política. O seu objectivo fundamental é asseverar o princípio do dano, de acordo com o qual o estado só está justificado em interferir na vida das pessoas para evitar que se cause dano a outras.

Sobre a Liberdade apresenta também aquela que é provavelmente a mais poderosa defesa alguma vez feita da liberdade de expressão — defesa que pode ser aceite independentemente de se aceitar ou não a posição geral de Mill.

Trata-se de uma leitura fundamental para estudantes de Filosofia, Direito, Sociologia, Ciência Política e História das Ideias, e para todos os que queiram ter instrumentos para pensar com seriedade sobre qual deve ser a relação entre o estado e os cidadãos.

John Stuart Mill

Sobre o autor

John Stuart Mill (1806-73) foi um dos mais importantes filósofos e reformistas sociais do séc. XIX. Firmemente empirista e naturalista, desenvolveu o utilitarismo de Jeremy Bentham (1748-1832) e deu-lhe um rosto sofisticado. Autor de Sistema de Lógica (1843), Princípios de Economia Política (1848), Sobre a Liberdade (1859), Considerações acerca do Governo Representativo (1861), Utilitarismo (1861) e A Subordinação das Mulheres (1869), defendeu o uso livre de métodos contraceptivos (razão pela qual esteve preso), foi deputado e promoveu a igualdade das mulheres. Só a partir dos anos 70 do séc. XX viria a ser reconhecida a sua teoria da referência directa dos nomes. Defensor incansável da liberdade e da racionalidade, foi um pensador sistematicamente ignorado durante o regime salazarista e as suas ideias são ainda hoje incómodas em muitos círculos.

Índice

Introdução do tradutor

  1. Introdução
  2. Sobre a liberdade de pensamento e discussão
  3. Sobre a individualidade como um dos elementos do bem-estar
  4. Sobre os limites da autoridade da sociedade sobre o indivíduo
  5. Aplicações

Índice remissivo

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